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HISTÓRIAS, CURIOSIDADES E IMAGENS DAS AGÊNCIAS CENTRO A

ABI – Associação Brasileira de Imprensa: ver página destacada no menu

A NOITE

“A Noite” foi um jornal editado no Rio de Janeiro de 18 de junho de 1911 a 27 de dezembro de 1957, quando foi extinto. Irineu Marinho foi um de seus sócios-fundadores, que tarde deixaria para fundar seu próprio jornal, O Globo, em 29 de julho de 1925. Marinho faleceria 21 dias depois, assumindo o jornal seu filho, Roberto Marinho, então com 20 anos.

Outra curiosidade é que o jornal mudaria sua sede em 1929 para o recém-inaugurado “Edifício A Noite” na praça Mauá que, com seus 23 andares, era na época o mais alto edifício da America Latina. A APT “A Noite” lá funcionou por alguns anos a partir de 1934.

Carimbos de A Noite

 

ACF ACRE

 

AEROPORTO SANTOS DUMONT

A região do centro conhecida como Ponta do Calabouço, à beira-mar, era utilizada como atracadouro dos hidroaviões de linhas nacionais e internacionais, enquanto Manguinhos tinha uma pequena pista de pouso de aeronaves. O aumento do tráfego aéreo exigia uma pista maior e a decisão foi aterrar a baía em frente ao Calabouço, O aeroporto foi inaugurado em 30 de novembro de 1936, constituindo o primeiro aeroporto civil do país. O terminal de passageiros só ficaria pronto em 1945 e a agência postal foi inaugurada em 1952, embora existam carimbos desde o final dos anos 40. Ela funciona até hoje.

Carimbos do Aeroporto Santos Dumont

ACF ANDRADAS

 

ARCOS

 

ARSENAL DE MARINHA

A instituição remonta à instalação do Arsenal do Rio de Janeiro, no sopé do morro de São Bento, em 29 de dezembro de 1763, com objetivo de reparar os navios da Marinha de Portugal. A partir de 1820, as suas dependências começaram a se expandir para a ilha das Cobras. A partir de 1948, apenas o Arsenal localizado na Ilha das Cobras subsistiu, assumindo a designação de Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. Aliando a construção de unidades de superfície e submarinos à atividade de manutenção dos Sistemas de Propulsão Naval, o AMRJ tem a sua capacidade reconhecida no Brasil e no exterior.

Carimbos do AMRJ 

ACF ASSEMBLÉIA

 

AVENIDA CENTRAL,  AVENIDA RIO BRANCO e SUCURSAL Nº7: ver página destacada no menu

AVENIDA GOMES FREIRE: ver página destacada no menu

AVENIDA DAS NAÇÕES

A construção da Avenida das Nações fazia parte do projeto de desmonte do Morro do Castelo, obra realizada em 1921 pelo prefeito Carlos Sampaio sob o argumento de montar o Pavilhão de Exposição Comemorativa do Centenário da Independência. O projeto previa sua ocupação pelas embaixadas estrangeiras e várias delas de fato ali se instalaram. Ainda hoje, nas cercanias estão ainda os Consulados de Portugal, da Itália, da França e dos EUA. A agência postal foi criada em 1924. A região ainda sofreria muitos impactos de projetos de urbanização, como a construção do aeroporto Santos-Dumont na década de 30 (vide acima) e do Parque do Flamengo. A avenida hoje faz parte do prolongamento da Avenida Beira-Mar, que se estende até a Marechal Câmara. Quanto à Exposição do Centenário, veja artigo na agência “Feira de Amostras”.

Carimbos da Av. das Nações

 

AVENIDA RUI BARBOSA (não confundir com a atual avenida no bairro do Flamengo)

O grande crescimento da população urbana da cidade no século XIX trouxe déficit habitacional e a proliferação de cortiços com péssimas condições sanitárias. Ao final do império o governo adotou medidas para incentivar projetos de edificações populares pela iniciativa privada. Ao final de 1889 a Companhia Predial e de Saneamento tinha projetos para cinco vilas operárias no centro e proximidades de estações ferroviárias. Seu incorporador, Arthur Sauer, era também gerente da tipografia da Editora Laemmert. Consta que ele teria pedido ajuda ao então deputado – e logo ministro da Fazenda – Rui Barbosa na elaboração do projeto de viabilidade junto ao governo.

A VILLA RUY BARBOSA

Imagem da Revista Argumento n.6

O primeiro empreendimento foi lançado em 1890 na Rua dos Inválidos, 24 no terreno de uma antiga chácara e compreendia todo o quarteirão entre essa rua e as do Senado, Ubaldino do Amaral e Henrique Valadares, numa área de 25 mil metros quadrados. O empreendimento previa 145 casas e 324 cômodos para solteiros distribuídas por 2 ruas e três travessas calçadas e arborizadas, com adequadas condições de saneamento. O empreendimento só ficaria totalmente pronto em 1912.

A comunidade prosperou, tendo como moradores ao longo do tempo ilustres personagens, conforme nos conta Celso Balthazar em seu livro “No Tempo da Vila Rui Barbosa”. Vários serviços se instalaram na comunidade tais como açougues, bares e armazéns, além de uma agencia postal, conforme veremos mais adiante.

A planta abaixo reproduz o traçado da vila, estando em verde as áreas construídas e em vermelho a provável localização da agencia.

Planta do terreno da Vila Rui Barbosa. Desenho: © Paulo Novaes, 2018

As duas maiores ruas internas eram a rua Ruy Barbosa, provável homenagem ao então deputado, logo depois renomeada Rua Dídimo – ainda hoje atual – e a travessa Maria Augusta, em 1934 renomeada Leon Simon, da família que assumiu o empreendimento na época. Seguem  referencias que encontrei sobre elas. São imagens do Almanak da Gazeta de Noticias de 1899 (Hemeroteca da BN).


A AGENCIA POSTAL

Criada em 16 de julho de 1902 (fonte: Boletim Postal desse ano), a agencia recebeu o nome de “Avenida Ruy Barbosa”. Esse nome tem provavelmente origem no fato de a própria Villa Ruy Barbosa ser conhecida como “Avenida Ruy Barbosa”, conforme se vê nas notas da imprensa abaixo. Não consegui desvendar a razão.

Correio da Manhã, edição de 27 de março de 1910 (Hemeroteca da BN)

Gazeta de Noticias, edição de 3 de março de 1914 (Hemeroteca da BN)

Esta próxima acho que é definitiva em estabelecer a dupla nominação do empreendimento. Trata-se do Relatório Postal de 1896, ao descrever a rede de caixas postais no centro da cidade. Repare que ele coloca no endereço “avenida Ruy Barbosa, r. dos Inválidos 24” – local da Villa, que por sinal está ao lado em parenteses. Ainda não existia a agencia, que vai ser instalada no local em 1902.

Já esta nota, de 1910, refere-se especificamente à agencia:

Gazeta de Noticias, edição de 6 de fevereiro de 1910 (Hemeroteca da BN)

Esta outra imagem – do Guia Postal de 1906 – dá informações sobre a localização mas, para complicar, o verbete chama de “Villa Ruy Barbosa” a “agencia urbana de 3a. classe situada na parte da villa desse nome que dá para a Rua do Senado”.

Difícil a vida do pesquisador…

 

A agencia postal avenida Ruy Barbosa seria fechada em 25 de julho de 1911 e seus serviços transferidos para a nova agencia recém-aberta na avenida Gomes Freire.


A DECADÊNCIA DA VILA E O FINAL

Nos anos 1960 a Vila estava em franca decadência, já tendo mudado de mãos algumas vezes. Em 1968 o proprietário demole toda a quadra entre a Rua Dídimo e a Ubaldino do Amaral para a construção de um gigantesco conjunto de edifícios de 15 pavimentos. Algumas poucas casas (em marcador amarelo na planta) foram poupadas na esquina da Rua do Senado e em sua maioria estão hoje abandonadas.

O restante do terreno foi invadido e depredado até que, em 2008, iniciaram-se as obras das moderníssimas torres do Centro Empresarial Senado que seriam ocupadas por escritórios da Petrobras. A construtora preservou e reformou algumas casas na esquina das ruas Henrique Valadares e Inválidos, local também assinalado em marcador amarelo no mapa (e em primeiro plano na imagem abaixo).

Foto de Marcia Foletto em O Globo

Não pude resistir a trazer essa história para o leitor, embora infelizmente não possua nenhum carimbo postal dessa agencia.

© 2012-2018 www.agenciaspostais.com.br (atualizado em setembro de 2018)