Agencias da Baixada Campista

AS AGENCIAS POSTAIS EM ESTAÇÕES FERROVIÁRIAS NA BAIXADA CAMPISTA

INTRODUÇÃO

A região do município de Campos dos Goytacazes ao sul do rio Paraíba é uma planície areno-argilosa, de origem sedimentar, terreno que se mostrou especialmente adequado para o plantio de cana-de-açúcar ao longo do século XIX e parte do XX. Essa região é conhecida por Baixada Campista envolvendo os distritos sede (Campos), 2º (Goitacazes), 3º (Santo Amaro), 4º (São Sebastião) e 5º (Mussurepe) e está apresentada no mapa abaixo [1].

Com o tempo, o processamento da cana foi se concentrando em grandes usinas açucareiras. Isso viabilizou a construção de uma extensa rede de linhas ferroviárias e ramais cujas estações, por sua vez, constituíam local adequado para a instalação de agencias do correio.

No entanto, há incertezas e controvérsias sobre localizações, nomes e períodos de funcionamento motivadas por informações incompletas, falsa propaganda ou omissão. Isso ocorreu especialmente nas EF Campos a S.Sebastião e EF Campista. Este trabalho tem como objetivo contar essa história com base em pesquisas comparativas geográficas, jornalísticas, ferroviárias e postais.

 


CAPÍTULO I: SÃO SEBASTIÃO E A ESTRADA DE FERRO CAMPOS – S.SEBASTIÃO

O mapa corográfico de 1865 acima [1A] apresenta as três mais importantes freguesias da região nessa época: São Gonçalo de Campos (1763), São Sebastião (1811) e a de S. Amaro. Todas estariam nos traçados da malha ferroviária, como veremos ao longo deste trabalho. A primeira ferrovia de Campos foi a EF Campos a S. Sebastião, de 1873 (a EF Macaé e Campos só chegaria à cidade no inicio de 1875).

S. Sebastião está no centro de uma controvérsia sobre o traçado da ferrovia tal como apresentado em vários mapas da época, como por exemplo se vê no mapa postal de 1888 (à esquerda) e no geográfico Laemmert de 1892 [2].

Notem que ambos os mapas apontam um pronunciado desvio para leste a partir de S. Gonçalo de modo a apresentar S. Sebastião como final da linha. Já os mapas mais recentes, como o do alto da página, apresentam um traçado em direção sudeste até S. Amaro, com isso passando ao largo de S. Sebastião (o mapa de 1892 mostra em cinza o traçado de um caminho até Santo Amaro que a ferrovia aproximadamente acompanharia no futuro, como veremos).

 

A Estrada de Ferro Campos a S. Sebastião

A estação inicial foi construída em Campos por volta de 1870. Hoje é um dos prédios da Faculdade de Direito. Veja abaixo imagem do edifício (IBGE, década de 1970).

As obras da linha foram iniciadas em 1872 e “no dia 21 de junho de 1873 ouviu-se pela primeira vez o apito de uma locomotiva em Campos” [JF]. Seu primeiro trecho, de Campos a S. Gonçalo, foi inaugurado em 5 de julho de 1873. A nota que registrou o fato na imprensa termina com a mensagem “fazemos votos para que a conclusão da estrada se acelere (…) para o progresso do nosso esperançoso município” [3].

Aparentemente os votos não ajudaram muito, pois rarearam notícias sobre o progresso da ferrovia na grande imprensa até o jornal A Nação publicar nota que “foi inaugurado em 9 de setembro de 1873 mais um lanço (…) até a estação de Campo Limpo”. Como na anterior, a nota termina dizendo que “há probabilidade de até o fim do ano estarmos em comunicação com o arraial de S. Sebastião, ponto final da linha” [4].

O grifo é meu para enfatizar que se esperava que a EF atingisse a sede da freguesia, ou seja, o Arraial. Mas a partir dessa data quase não há mais menções, muito menos oficiais – o que é de se estranhar pois o próximo passo seria comemorar a inauguração da linha. Passo a apresentar cronologicamente as parcas informações garimpadas na imprensa, comentando-as mas deixando a conclusão para o final:

  • 1874 – a edição desse ano (relativa a 1873) do Almanak Laemmert diz que “a linha começou a funcionar em 7 de julho e ficou aberta em toda a sua extensão em 21 de dezembro de 1873”. Curiosamente, no suplemento da mesma edição, a mensagem é diferente: “o tráfego até S. Gonçalo seria inaugurado em julho” [5].

O grifo é meu, salientando que o nome da estação final é omitido.

  • 1876 – a EF publica anúncio oferecendo trem especial para um evento festivo em Campos; nele é mencionada pela primeira vez a “estação S. Sebastião” como um dos locais de saída [6].

Baseando-me nessas duas últimas informações, tudo indica que teria sido terminada e estava em operação a linha projetada até “S. Sebastião”. Seria mesmo até o arraial? Achei tudo meio nebuloso, sem comunicado formal ou merecida reportagem na imprensa. Prossigo com as notas:

  • 1876 – a sessão de 14 de novembro da Assembleia Legislativa do RJ contêm um diálogo ilustrativo entre os deputados. Nele, fica claro que a linha não chegava ao arraial de S. Sebastião, sede da freguesia homônima [7].
  • 1880 – anúncio classificado no Monitor Campista de 24/11 oferece negócio “em terreno contíguo à estação de Mineiros”.

A nota de 1876 nos esclarece que a estação final de linha era distante de S. Sebastião. A segunda nota nos apresenta a estação Mineiros. Que estação seria essa? Esse nome só apareceria oficialmente em 1892, como veremos adiante.

  • 1882 – anúncio no Monitor Campista de 8 de junho informa que “um trem especial partirá da Estação Central da EF de Campos a S. Sebastião para um passeio recreativo à estação de Mineiros”.

Trata-se de um fato curioso: as tabelas de horários publicadas a Companhia listam a “estação S. Sebastião”; mas aqui se aponta a “estação de Mineiros” que lá não consta. Seriam o mesmo local?

  • 1884 – Na sessão de 20 de outubro da Assembleia Legislativa Provincial decidiu-se “dividir a freguezia de S. Sebastião de Campos em dous districtos fiscais, sendo o primeiro districto limitado (…) pela estação de Mineiros, estrada do Desbanque até a Pedra (…)” [7a].

Mais uma referência, desta vez oficial, à estação Mineiros. Com isso ficamos sabendo que a estação é um dos marcos divisórios da freguesia de S. Sebastião. Isso pode também ser observado no mapa de 2002 apresentado ao alto. Ou seja, se a EF não deixou claro se iria para o arraial (a sede da freguesia) ou até os limites da freguesia, onde de fato chegou, para embromar chamou essa estação de S. Sebastião (afinal, esse era o nome da EF…).

  • 1888 – ata da sessão de 14 de junho de 88 da Câmara Municipal de Campos “concede licença á Cia EF de S. Sebastião para levar seus trilhos da estação de Mineiros à usina de mesmo nome” sem alterar preços de frete e passagens [8].

Fica cada vez mais claro que a ponta da linha é de fato a estação de Mineiros, nome que remete ao local onde se localizava. E não em São Sebastião, arraial.

Sobre a Usina: constituída em 3 de março de 1886 [9] seria vendida em 23 de abril de 1888 para outro grupo [10], que poucas semanas depois obteria da Câmara a concessão para o prolongamento da EF aos seus domínios. Esse “prolongamento” à usina, que ficava próxima à estação [11], foi feito unicamente para servir a empresa.

  • 1889 – A Revista de Engenharia, edição de 2 de outubro de 1889, além de confirmar o início das obras do prolongamento em Mineiros, ainda nos informa que a atual proprietária da linha é agora a Companhia EF Macahe e Campos.

  • 1892 – Uma nota publicada pela EF Leopoldina de 15 de setembro informa que a estação de S. Gonçalo foi renomeada Goytacazes e a de S. Sebastião renomeada Mineiros [13].

A linha, agora sob direção da Leopoldina, finalmente resolve assumir o fato de que a estação, até agora chamada São Sebastião, deve ter o nome pelo qual é conhecida por todos: Mineiros. Abaixo tabela de horários da Leopoldina publicada em 1894 [14] já com os novos nomes:

Nota: outras duas agencias foram criadas mais tarde nesse trecho entre Campos e S. Gonçalo:

    Resumo: na abertura deste capítulo adiantei que havia uma controvérsia sobre São Sebastião. Eu me referia aos dados postais, que não se encaixavam nos mapas. Ou seja, segundo o BP uma agência foi criada em S. Sebastião (est.) em 1889 e renomeada Mineiros em 1892. Se os mapas estivessem corretos, Mineiros estaria localizada no arraial de São Sebastião. Não faz sentido.
Conclusão:
os fatos apresentados creio serem suficientes para afirmar que a EF Campos a S. Sebastião nunca chegou ao arraial, ou seja à sede da freguesia, passando de fato ao largo desta. A ponta da linha foi a estação de Mineiros, originalmente chamada de S. Sebastião e mais tarde corretamente renomeada Mineiros, alinhando o local, a estação e a agencia. No próximo capítulo voltaremos a São Sebastião com a continuação de sua história.


 

CAPÍTULO II – SÃO SEBASTIÃO E A ESTRADA DE FERRO CAMPISTA

Com a proclamação da República, é criado o distrito de São Sebastião e anexado ao município de São Salvador de Campos pelos Decretos Estaduais nº1 de 8/5/1891 e nº1-A de 3/6/1892 (fonte: IBGE).

O distrito seria agraciado uma agencia postal em 1894 nomeada apropriadamente São Sebastião, já que a agencia-estação com esse nome que existia em outro local havia sido renomeada Mineiros em 1892, como vimos no capítulo anterior (relembro que no quadro em que registrei essa mudança de nome salientei que os Correios haviam sido muito ágeis, talvez já prevendo que instalariam nova agencia na sede do distrito; mesmo assim, isso demorou quase dois anos).

Em 30 de janeiro de 1895 a DG dos Correios foi autorizada a implantar o serviço de malas “para a agencia de São Sebastião de Campos” (DOU 01.01.1895).

 

II. 1 – A Estrada de Ferro Campista (de Campos a Atafona – S. João da Barra)

A empresa com esse nome foi autorizada em 1894 a construir uma ligação ferroviária entre Campos e a foz do rio Paraíba com leito construído na margem direita do rio, num total de 39 km. Um dos objetivos dessa linha era certamente o transporte do açúcar produzido em Campos para o porto de São João da Barra, fazendo conexão com as linhas de cabotagem.

Em 31 de outubro de 1895 foi inaugurada a primeira secção da linha entre a estação de Atafona e a usina Barcellos, de fato o trecho em território do município de S. João da Barra [15].

O tráfego provisório da linha foi iniciado em 11 de abril de 1896 [17]. A Companhia publicou em 9 de maio de 1897 a tabela de horários [18] mostrada abaixo.

As agências postais que existiram na linha Campista no município de São João da Barra são:

Agencias da linha no município de Campos dos Goytacazes:

 

II.2 – O Ramal de São Sebastião

O Ramal de S. Sebastião foi construído pela EF Campista partindo da estação Martins Lage (também conhecida por Commendador Lage) na linha Campista até o arraial de São Sebastião, num percurso aproximado de 5 km. No trajeto ele servia a várias usinas importantes, tais como Tahy, Limão, Cambahyba e Poço Gordo (as duas últimas também tiveram estações homônimas mais tarde).

Houve uma primeira viagem festiva experimental no sábado 29 de setembro de 1900 de Campos até o final da linha. O Monitor Campista deu uma pequena nota no dia 30, que vale transcrever:

A freguezia de S. Sebastião pela antiga classificação, e 5º distrito pela moderna, esteve ontem alegre e festiva com muita razão. Os povos daquela localidade ouviram, pela primeira vez dentro do arraial, o silvo agudo da locomotiva em viagem de experiência. Nossos parabéns aos moradores de S. Sebastião por mais esse progresso, apesar de possuírem eles há mais de 20 anos uma estrada de ferro – em nome apenas – a de Campos a S. Sebastião” [19].

Penso que essa nota (com grifos meus) confirma mais uma vez a questão: São Sebastião (sede do distrito) não foi servida pela EF Campos a S. Sebastião.

A linha foi inaugurada oficialmente em 15 de dezembro de 1900, chegando ao destino onde foi finalmente inaugurada a estação “S. Sebastião”, agora merecedora do nome por estar na sede do distrito. Transcrevo trechos dessa matéria:

Inaugurou-se hontem este ramal da EF Campista. O trem partiu da estação de Campos às 10,10 da manhã e chegou ao arraial às 11,30. Este se achava ornamentado e a entrada da locomotiva foi saudada entusiasticamente” [20].

A Leopoldina Railway tomou posse da EF Campista em 19 de junho de 1901 [21].

 

II.3 – São Sebastião, sede do distrito de mesmo nome

O IBGE informa que a freguesia de S. Sebastião foi criada em 1811 e que em 15 de dezembro de 1938 foi renomeada Barão de São José, retornando a São Sebastião de Campos em 1º de julho de 1955. Como mostra o mapa no alto da página, é a sede do 4° distrito de Campos dos Goytacazes.

Como vimos em II.2, a estação foi inaugurada em 1900 como S. Sebastião mas por pouco tempo, já que “a fim de não confundir-se com a de igual nome em MG” ela seria renomeada Mussurepe em 5 de setembro de 1903 [22]. Esse novo nome também renomearia o ramal, que passou a ser conhecido por “Ramal de Mussurepe”.

Mas esse nome também não duraria muito e por volta de 1909 a Leopoldina mudaria de novo o nome da estação, de Mussurepe para Colomins [23]. O Ramal também passaria a ser conhecido por Ramal de Colomins.

Por fim, o nome da estação seria mudado para Barão de S. José em 1º de outubro de 1944 [24]. Mais uma vez, o Ramal acompanharia o nome, mas os Correios nunca criaram uma agencia com esse nome. Pelo contrário, o nome foi mantido até os anos 1970, época em que, já com a estação desativada, uma nova agencia foi criada na sede do distrito.

Vale ainda mencionar que mais duas estações seriam construídas entre Martins Lage e S. Sebastião, próximas a usinas de mesmo nome já mencionadas no Capítulo II: “Cambahyba”, que seria inaugurada em 25 de fevereiro de 1908 a 1,4 km de Martins Lage e “Poço Gordo” que já foi citada na viagem inaugural do ramal e consta na tabela de horários da Leopoldina em 1904 [25].

Conclusão: mais uma vez, São Sebastião foi envolvida em uma profusão de nomes e não pôde desfrutar muito tempo a estação – nem uma agencia – com seu nome. Vejam o despropósito de ter sua estação renomeada Mussurepe quase ao mesmo tempo que outra estação com mesmo nome era criada em localidade homônima na outra linha ferroviária da mesma região… até mesmo o Guia Postal de 1906 registrou esse absurdo, vejam:


 

CAPÍTULO III – RAMAL DE SANTO AMARO

Vimos no Capítulo I a EF Campos a São Sebastião ser implantada até a estação de Mineiros; soubemos também que em 1889 essa companhia havia sido adquirida pela EF Macaé e Campos. Esta por sua vez seria assumida pela E.F. Leopoldina por volta de 1892.

Em 1º de outubro de 1902 seria aberta – a 2 km de Mineiros – a estação de Saturnino Braga [26]  pela Leopoldina Railway, sucessora da antiga Leopoldina desde 14.12.1898 [26A]. Mas vimos no Capítulo I que parte dessa distância já havia sido construída quando a usina Mineiros conseguiu um prolongamento da linha em 1888. Veja gráfico na nota [11] sobre isso. De qualquer modo, é de estranhar que a inauguração de uma nova estação (sem previsão no projeto original) não merecesse uma única linha num jornal fluminense.

A Leopoldina recebeu licença para construir a linha Saturnino Braga a Santo Amaro em 24 de abril de 1907 e o ramal foi entregue em 15 de junho de 1908. A ponta dessa linha foi a citada povoação de Santo Amaro. Sabe-se que o influente senador Pinheiro Machado possuía uma fazenda de gado na região e o auge do seu poder foi durante o governo Hermes da Fonseca (1910-1914); isso pode explicar o excesso de nomes dessa agencia postal.

Duas outras estações foram construídas no trajeto dessa linha: “Mussurepe”, inaugurada em 1º de julho de 1908 [27] e “Baixa Grande”, elevada à estação em 3 de março de 1939 [28]

A tabela de horários abaixo lista todas as estações em operação em 1910 até o final da linha em Santo Amaro [30].


CAPÍTULO IV – RESUMO E FECHAMENTO

As tabelas abaixo têm como objetivo apresentar de forma consolidada as agencias postais e as estações ferroviárias que foram apresentadas ao longo deste trabalho nos seus três primeiros capítulos.

A primeira lista as agencias e foi extraída da planilha completa apresentada no município de Campos, com a adição de uma terceira coluna que mostra as estações na mesma localidade e época. Ver: Campos dos Goytacazes

A segunda planilha apresenta as mesma informações mas sob a ótica das linhas e das estações ferroviárias, construindo um paralelo entre ambas.


 

FONTES E NOTAS

A grande maioria das referencias a publicações resultou de pesquisa na hemeroteca da Biblioteca Nacional (RJ).
[JF] refere-se ao livro “Subsidios para a História dos Campos dos Goitacazes” – Julio Feydit, Editora Esquilo 1979.
[BP] refere-se ao Boletim Postal, publicação mensal dos Correios entre 1889 e 1950. [DOU] é o Diario Oficial da União; [site] refere-se a agenciaspostais.com.br
[1] Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo, Prefeitura de Campos, 2002
[1A] detalhe da carta chorographica da Provincia do Rio de Janeiro, publicada por Rensburg em 1865 (mapoteca da Biblioteca Nacional).
[2] De acordo com as convenções do mapa postal, são indicadas as freguesias de S. Gonçalo e S. Sebastião ligadas por linha diária de correio por ferrovia
Nenhuma das duas marcada como agencia. Mais ao sul aparece também S. Amaro indicada como povoação.
O mapa político indica S. Gonçalo e S. Sebastião como freguesias ligadas a Campos por ferrovia (desenhada em vermelho), da qual ambas são estações, junto com Almas. S. Amaro é indicada como freguesia e conectada a Campos por rodovia.
[3] Nota no Diario do Rio de Janeiro ed. 12.07.1873
[4] Nota de 18.09.1873 em A Nação, jornal da Corte que circulou somente de 1872 a 1876.
[5] Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro (Laemmert) ed. 1874 pgs. 496 e 169 do suplemento, com informações sobre a Cia. EF Campos a S. Sebastião. É a última edição que traz comentários da diretoria sobre o andamento das obras.
[6] Publicidade no Monitor Campista em 22 de novembro de 1876.
[7] Annaes da Assembléa Legislativa Provincial do Rio de Janeiro. Sessão de 14 de novembro de 1876. Diálogo entre os deputados Silva Pinto e Alberto Brandão. Diz o primeiro que no dia 3 de outubro um bando se dirigia de madrugada ao arraial de S. Gonçalo pela EF Campos a S. Sebastião para fraudar suas urnas eleitorais; impedidos pelo delegado, seguiram para S. Sebastião que fica a meia légua. Pergunta o outro: “Mas, não iam de trem?” “Não”, responde o primeiro: “porque a última estação dista do arraial de S. Sebastião um quarto de légua”.
[7a] Idem. Sessão da comissão da fazenda e orçamento analisando e aprovando proposta da câmara municipal de Campos em 20 de outubro de 1884.
[8] Matéria no Monitor Campista de 15 de junho de 1888.
[9] A edição de 28 de maio de 1886 do Monitor Campista publica na íntegra os Estatutos da empresa assinados em 3 de março.
[10] Nota discreta publicada no Monitor Campista de 24 de junho de 1888 informa que: “no cartório (…) foi passada hontem a escriptura de venda da usina Mineiros (…) tendo sido compradores os Srs. Francisco Ferreira Saturnino Braga (…)”. O comprador era influente industrial, ex-presidente da EF Carangola e sócio da Saturnino Braga & Cia, proprietária da EF Campos a S. Sebastião.
[11] Anúncio classificado publicado pelo jornal A Republica em 3 de outubro de 1893: “Vende-se um sitio na freguezia de São Sebastião, no lugar Desbanque, perto da usina Mineiros e da estação (…)”. Grifo meu. A “Carta Cartographica” de 1922 elaborada pelo Governo do Rio de Janeiro (fragmento mostrado abaixo) permite também visualizar as posições relativas .
[12] Relatório anual dos Correios do ano de 1889.
[13] Na citada nota da Revista de Engenharia vimos que a EF S. Sebastião havia sido adquirida pela EF Macaé e Campos. No entanto, sabemos também que a EF Leopoldina já havia assumido esta última em 1887. Agora era esta quem assinava os comunicados, tal como a nota em tela, publicada em O Paiz, ed. de 15 de setembro de 1892 (imagem ao lado).
[14] A tabela de horários da EF Leopoldina foi publicada no Almanaque Anual da Gazeta de Notícias, ed. 1894.
[15] Nota em O Fluminense de 3 de novembro de 1895. Ela também diz, entre outras coisas, que a estação em S. João da Barra se chamará “Porciuncula” (veja também nota a seguir).
[16] As datas são dos respectivos Boletins Postais. A supressão foi decorrente da Portaria 294 da DGC e abrangeu mais de uma centena de agencias em todo o território nacional. Vale ainda mencionar uma nota na Gazeta de Noticias de12 de julho de 1896 que confirma a instalação “em Atafona, na estação Porciuncula …” (N.A.: talvez tenha se cogitado essa homenagem, que só se realizaria nos anos 1930, quando será nome de município).
[17] Helio Suevo em A Formação das Estradas de Ferro no Rio de Janeiro (2004).
[18] J. do Commercio ed. 10 de maio de 1897. Imagem da hemeroteca da BN.
[19] Monitor Campista edição de 30.09.1900 assinada por I.G.N.
[20] Monitor Campista edição de 16 de dezembro de 1900.
[21] Nota em A Noticia ed. 20 de junho de 1901.
[22] Jornal do Brasil de 26 de setembro. A estação de S. Sebastião foi inaugurada no ramal de Pirapetinga em MG bem antes, por volta de 1879.
[23] Almanak Laemmert de 1909 apresenta na seção Estradas de Ferro o “Ramal de Colomins (ex-Mussurepe)”. Não consegui apurar a razão da nova mudança.
[24] Nota da Leopoldina Railway publicada pelo Diario Carioca de 2/9/44 informa que a estação de Colomins será modificada para Barão de São Jose a partir de 2 de outubro de 1944 “em virtude de deliberação do Conselho Nacional de Geografia”. Já não bastasse essa plêiade de nomes com a estação, ainda o tal do CNG tinha que inventar mais um nome?
[25] A viagem inaugural está em [14]. A tabela de horários de 1904 está no Almanak Laemmert ed. 1904, Linha Campista da EF Leopoldina Railway.
[26] Nota da Leopoldina Railway na Gazeta de Noticias de 24 de setembro de 1902 informa ter aberto o posto telegráfico de Saturnino Braga no km 24 “da linha de S. Sebastião”. O Guia geral das Estradas de Ferro de 1960 informa a inauguração da estação 1º de outubro do mesmo ano. Mas não encontrei nenhuma menção na imprensa fora da mencionada acima. Vale lembrar que o homenageado era o próprio ex-dono da EF (!) Talvez por isso…
[26A] Nota na edição de 14 de dezembro de 1898 sobre a sucessão da leopoldina Railway
[27] Mussurepe no Guia Geral das estações da estrada de ferro (1960)
[28] Nota no J Commercio de 3 de março de 1939 diz que o posto telegráfico de Baixa Grande foi elevado à estação.
[28]Sobre Dores de Ayrizes, ver matéria no menu Campos dos Goytacazes (http://agenciaspostais.com.br/?page_id=174)
carta de 1922
[29] Data no DOU de 11 de maio de 1895.
[30] tabela de horários da Leopoldina publicada pelo Almanaque Laemmert, ed. 1910

 


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