Sucursais no Distrito Federal

SUCURSAIS NO DISTRITO FEDERAL (1890 – ca.1940)

Índice dos capítulos:
  I –  Agencias urbanas de 1890
 II –  Projeto das sucursais em 1896 (não implementado)
III –  Implantação das sucursais em 1902
IV – Departamento de Correios e Telégrafos em 1931
 V – Fechamento das sucursais 
 VI – Tabela resumo com datas

Capítulo I – A implantação das Agências Urbanas em 1890

No alvorecer da República é concebida uma rede de agências auxiliares com o objetivo de descentralizar algumas atribuições do Correio Central (da então DR-DF). Já em 30 de dezembro de 1889 o Aviso nº 17 do Ministério da Agricultura – a quem então se subordinava a Diretoria Geral dos Correios – estabelecia o conceito de agências urbanas [1]. A sua regulamentação aconteceu com a Portaria de 28 de janeiro de 1890 da Diretoria Geral dos Correios [2].

Essa Portaria criava oito Agências Urbanas que auxiliariam o serviço do perímetro urbano da cidade do Rio servido diretamente pelo Correio Central. Essa área seria hoje o equivalente ao Centro, Catumbi, Estácio, Cidade Nova, Caju, São Cristóvão, Benfica, Laranjeiras, Botafogo e os bairros da Grande Tijuca – Alto da Boa Vista, Andaraí, Grajaú, Maracanã, Praça da Bandeira, Tijuca e Vila Isabel. Essas agências foram identificadas pelas letras de “A” a “H”, a saber:

  • Agência “A” – Largo de Santa Rita, no Centro;
  • Agência “B”– Largo da Lapa, no Centro;
  • Agência “C”– Praia de Botafogo, na esquina da praia com a Rua da Passagem;
  • Agência “D”– Praça Duque de Caxias, na Rua do Catete, esquina com a Praça;
  • Agência “E”– Largo do Catumbi, no bairro de mesmo nome;
  • Agência “F”– Campo de São Cristóvão, no bairro de mesmo nome;
  • Agência “G”– Largo do Estácio de Sá, no bairro de mesmo nome;
  • Agência “H”– Rua Desembargador Isidro, antiga Fábrica das Chitas, na Tijuca.

A seguir foram criadas as agencias I e J , em datas não apuradas, provavelmente no inicio de 1890. Em 28 de março de 1890 foi criada a agencia K. Todas localizadas em estações ferroviárias. A saber:

  • Agência “I”– Estação Central da EFCB, no Centro;
  • Agência “J”– Estação Central da EF Rio d’Ouro, na Ponta do Caju.
  • Agência “K”– Rua da Alegria, estação da EF Rio d’Ouro, em São Cristóvão.

Finamente, temos notícia da criação da última Agência Urbana, em 01/03/1892 [3].

  • Agência “L”– Raiz da Serra da Tijuca, bairro da Tijuca.

Todas utilizaram um carimbo com layout original. Na legenda superior, somente AGENCIA e, na inferior, CAPITAL FEDERAL. Nas orelhas, as letras identificadoras. Uma exceção é a agência “I” da Central do Brasil. Nela, lê-se respectivamente AGÊNCIA I DO CORREIO e E.F.C. DO BRASIL (ver imagens ao pé da página).


Observação.: Lembro que no Império, de 1868 a 1881, uma rede de 25 agencias urbanas foi criada também utilizando nomenclatura por letras, daquela vez de A a Z. Os carimbos utilizados são bem diferentes, os chamados carimbos de letras, dos quais apresento abaixo um exemplo extraído da matéria publicada no menu “Correio Urbano” (clique no texto para ver). Apesar da semelhança de nomes, os  objetivos eram bem diferentes – no Império, a implantação de uma rede de agencias na área metropolitana; na Republica, descentralizar as atribuições do correio central.

 


Fontes:
[1] Boletim Postal de janeiro de 1890 p. 4
[2] Boletim Postal de fevereiro de 1890 p. 42
[3] Diretoria Geral dos Correios – Boletim Postal de abril de 1892 p. 57

Capítulo II – o projeto das Sucursais de 1896 (não-implementado)

O segundo capítulo desta história começa com a publicação do Regulamento dos Correios pelo Decreto 1.692-A de 10 de abril de 1894 [4] quando pela primeira vez se menciona uma rede de sucursais. Textualmente:

Art. 265. Succursaes – são repartições dependentes da Administração dos Correios do Districto Federal e Estado do Rio de Janeiro, estabelecidas em determinados pontos da cidade e servidas por empregados da mesma administração, da qual fazem parte integrante, com o fim principal de facilitar o serviço de collecta, recebimento e distribuição de correspondencias.

“Art. 414 – Na Capital Federal haverá três Succursaes que serão estabelecidas no perímetro das freguesias do S. Christovão, Engenho Velho e Lagoa, nos pontos mais convenientes, a juízo do diretor geral (…).

Art. 417 – Além dessas, o Governo, por proposta do director geral, poderá estabelecer succursaes em outros pontos da cidade e fazer novas divisões delas, si assim for julgado conveniente.

Veja como se manifesta o Administrador dos Correios do Rio de Janeiro no Relatório Postal de 1896, citando os Decretos 1.692-A de 1894 e o Decreto 2.230 de 10 de fevereiro de 1896 [5]:

“As succursaes creadas e organizadas pelos artigos 414 a 417 do Regulamento de 1894, mantidas no Regulamento vigente em seus artigos 309 a 311, representam o complemento do serviço postal nesta Capital e, uma vez em atividade, seriam de grande vantagem para o público.

Attendendo ao que foi recommendado pela Directoria Geral em officio n. 2.830 de 23 de setembro de 1896 (…) pelo officio 3.684 de 29 de setembro e 3.267 de 9 de novembro de 1896 esta Directoria ordenou a criação de oito succursaes (…)”

 O projeto de 1896 em detalhe:

O detalhamento ajuda a entender a relação entre o projeto de 1896 e a rede de agencias urbanas “de letras” criadas em 1890, como vimos no Capítulo I. De fato, o projeto de 1896 não as extinguiu, mas as subordinou às respectivas sucursais. Entre parênteses, em itálico, comentários de sua história futura após a instalação das sucursais em 1902. Nota-se a qualidade do plano original e o impacto das sucursais.

  • Administração: O projeto cria novas sucursais, mas mantém o Correio Central responsável pelo centro da cidade.
  • Região Central, compreendida entre o Morro de São Bento, Av. Marechal Floriano, Rua General Caldwell, Rua do Riachuelo, bairros de Fátima e Lapa. Possui as seguintes Agências Urbanas já instaladas:
    1. Agência Urbana “A”, no Largo de Santa Rita, 18 (essa agência foi renomeada Largo de Santa Rita em 1893, fechada ca.1935); 
    2. Agência Urbana “B” na Rua da Lapa, 2 (a agencia foi renomeada Largo da Lapa em 1898 e fechada em 1932);
    3. Agência Urbana “I” na estação Central da EFCB (foi renomeada Estação Central em 1898)
  • 1ª. Succursal: Praça Municipal (antigo Cais do Valongo, depois Largo da Imperatriz e atualmente engolida pela Avenida Barão de Teffé): atende aos bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo. Propõe a instalação de uma nova Agência Urbana, a
    1. “Rua Senador Pompeu”, na rua de mesmo nome, nº145. (essa agência, a MRJ 245, será instalada em 26 de outubro de 1898 e fechada em 1901).
  • 2ª. Succursal: São Cristóvão (na Praça Dom Pedro I, depois Praça Marechal Deodoro e hoje Campo de São Cristóvão) atendendo aos bairros de São Cristóvão, Caju e Benfica. Possui as seguintes agencias já instaladas:
    1. Agência Urbana “F” – deve ser extinta ou relocada, uma vez que nesse mesmo local está prevista a instalação da Sucursal (a agência será renomeada Campo de S. Cristovão, depois transferida para Rua São Luiz Gonzaga em 1902, quando da instalação da Sucursal);
    2. As Agência Urbana “J” (renomeada Ponta do Caju em 1898)
    3. Agência Urbana “K”  (fechada em 1897)
  • 3ª. Succursal: Estácio de Sá (no Largo do Estácio de Sá, hoje destruído pela ampliação da Rua Estácio de Sá) atendendo aos bairros do Estácio, Catumbi e Rio Comprido. Possui as seguintes Agências Urbanas já instaladas:
    1. Agência Urbana “E”  – (renomeada Largo do Catumbi em 1898)
    2. Agência Urbana “Frei Caneca” – Rua Frei Caneca (essa agência, a MRJ 270, tinha sido criada por volta de 1895; fechada em 1932 quando da transferência e instalação da sucursal Cidade Nova);
    3. Agência Urbana “G” – Estácio, Rua Haddock Lobo, 8 (a proposta do plano é transferi-la para o Rio Comprido; mas ela será renomeada Estácio de Sá em 1898 e transferida para o Largo de Santa Rita quando da instalação da sucursal em 1902).
  • 4ª. Succursal: Praça Onze de Junho (antiga Praça do Rocio Pequeno no bairro de Cidade Nova, que será destruída com a construção da Av. Presidente Vargas): atendendo aos bairros da Cidade Nova e Praça da Bandeira.
  • 5ª. Succursal: Praça Duque de Caxias (hoje conhecida como Largo do Machado): atendendo aos bairros da Gloria, Catete, Laranjeiras, Cosme Velho e Flamengo. Possui a seguinte agencia já instalada:
    1. Agência Urbana “D” – Praça Duque de Caxias (a proposta prevê a transferência dessa agência para instalação da sucursal. De fato, ela foi fundida com a telegráfica e renomeada com mesmo nome em 5/8/1897; fechada em 1902 quando da instalação da Sucursal nº2)
  • 6ª. Succursal: Praia de Botafogo (esquina com Rua São Clemente): atende Botafogo, Copacabana, Urca, Humaitá, Ipanema, Leblon, Lagoa, Jardim Botânico e Gávea. Possui as seguintes agencias já instaladas:
    1. Agência Urbana “C” – Praia de Botafogo (a proposta prevê a remoção de agência para a instalação da sucursal. Ela de fato acabou transferida em 1902 quando da instalação efetiva da sucursal); 
    2. Agência Urbana “Gávea” – Rua Marquês de São Vicente 54 (essa agência, a MRJ 355 Gávea do Jardim, foi criada em 15 de abril de 1891).
    3. Agência Urbana “Jardim Botânico” (o plano previa sua criação; de fato a agência MRJ 411, Jardim Botânico, foi criada em 26 de outubro de 1898); 
    4. Agência Urbana “Copacabana” (a agência MRJ 283, Praça da Igrejinha, foi criada em 26 de outubro de 1898)
  • 7ª. Succursal: Santa Teresa (no Largo dos Guimarães) atende aos bairros de Santa Teresa e o Silvestre.
  • 8ª. Succursal: Engenho Velho (no Boulevard 28 de Setembro em Vila Isabel) atende aos  bairros de Maracanã, Tijuca, Andaraí, Alto da Tijuca, Aldeia Campista e Vila Isabel. Possui as seguintes agencias já instaladas:
    1. Agência Urbana “H” – Rua Desembargador Isidro, nº1 (em 1898 foi renomeada Fabrica das Chitas e fechada em 1932 com a instalação da sucursal nº5)
    2. Agência Urbana “Muda da Tijuca”, Rua Conde de Bonfim, 196 (o nome dessa agência no diário oficial é Rua Conde de Bonfim, mesmo endereço); 
    3. Agência Urbana “L” – rua Conde de Bonfim, 199 (depois de varias mudanças de nome, é fechada em 1932 quando da instalação da sucursal)
    4. Agência Urbana “Cachoeira da Tijuca” (fechada em 1904)
    5. Agência Urbana “Andaraí Grande” na Rua Leopoldo (criação proposta no plano, de fato, a agência MRJ 013 – Rua Leopoldo foi criada em 26 de outubro de 1898 no Andaraí);
    6. Agência Urbana “Aldeia Campista”, na rua Dona Elisa (proposta no plano, a agencia MRJ 650 – Dona Elisa foi criada em 1898 na Vila Isabel).

Adiamento da decisão

O processo de instalação das sucursais foi no entanto suspenso pelo Aviso nº 298 de 20/11/1896 do Ministério de Indústria, Viação e Obras Públicas.  Diz o texto:

“A Diretoria Geral da Indústria, 2ª. Secção, tendo em consideração a circular do Ministério da fazenda de 16 do corrente, recomenda que sejam sustadas quaisquer medidas tendentes à inauguração das succursaes da Administração dos Correios, convindo adial-a para época mais propícia.” 

Desse modo, o processo de instalação das sucursais só seria retomado em 1902 (veja capitulo III).

Fontes:
[4] Coleção de Leis do Brasil – 1894, Página 302 Vol. 1 pt. II
[5] Coleção de Leis do Brasil – 1896 Vol. 2

 

Capítulo III – 1902: a implantação do projeto das Sucursais

O Diretor dos Correios, através da Portaria 33 de 27 de janeiro de 1901 (conforme o Relatório Postal de 1903), autorizou finalmente a criação de seis sucursais. Comparada ao projeto de 1896, o perímetro urbano de cobertura foi mantido, mas houve redução de duas sucursais com decorrente redistribuição de áreas entre elas. A saber:

Sucursal nº1 – Botafogo – inaugurada em 3 de março de 1902 na Praia de Botafogo, 238 atendendo os bairros de Botafogo, Copacabana, Urca, Humaitá, Ipanema, Leblon, Lagoa, Jardim Botânico e Gávea.

Sucursal nº2 – Praça Duque de Caxias – inaugurada em 13 de abril de 1902, na praça Duque de Caxias, 15 atendendo os bairros da Gloria, Catete, Laranjeiras, Cosme Velho e Flamengo. Acumula a área de Santa Teresa.

Sucursal nº3 – São Cristóvão – estabelecida em 1º de junho de 1902, na praça Marechal Deodoro, 2 (Campo de São Cristóvão) atendendo os bairros de São Cristóvão, Caju e Benfica.

Sucursal nº4 – Vila Isabel – estabelecida em 7 de junho de 1902, no Boulevard 28 de setembro, 141A atendendo os bairros Aldeia Campista, Vila Isabel, Andarai, Tijuca e Maracanã.

Sucursal nº5 – Estácio de Sá, estabelecida em 31 de julho de 1902, na rua Estácio de Sá, 57 atendendo os bairros do Estácio, Catumbi, Rio Comprido, Fabrica das Chitas e parte do Engenho Velho.

Sucursal nº6 – Praça Municipal, estabelecida em 5 de outubro de 1902, na Rua Camerino, 32 no Centro atendendo aos bairros da Saúde, da Gamboa e Santo Cristo.

A Administração, através da sua 7ª. Secção, continuou responsável pela Região Central, como previa o projeto de 1896 (pelo menos até a criação da Sucursal nº 7, que veremos a seguir).

Alguns anos mais tarde uma nova sucursal seria pela primeira vez instalada no Centro.

Sucursal nº7 – estabelecida em 5 de outubro de 1921. Foi inicialmente instalada na Rua Treze de Maio (Correio Central) e em 1931 transferida para a Avenida Rio Branco. Segundo as esparsas informações que consegui, foi instalada em local diferente da agencia (há uma certa imprecisão nas referencias a essa sucursal, mesmo nos guias postais, às vezes referida por sucursal da av. rio Branco, sucursal da rua treze de Maio, ou simplesmente Sucursal nº7).

 


Capitulo IV – O DCT – Departamento de Correios e Telégrafos

Resumindo a situação detalhada no menu História dos Correios ao final dos anos 1920 a Repartição Geral dos Telégrafos possuía estrutura separada dos Correios, com agencias e operações próprias com sede no antigo Paço Imperial.

Politicamente, a Republica Velha chegava ao fim com a Revolução de 1930, quando um golpe militar depôs o presidente Washington Luís e entregou o governo a Getúlio Vargas, que havia ficado em segundo lugar nas eleições daquele ano. O novo presidente aboliu a Constituição de 1891 e, governando por decretos, deu início a um programa de reformas.

Em 20 de dezembro de1931 o Decreto 20.859 criou o DCT – Departamento de Correios e Telégrafos, unificando a gestão dos dois serviços. Como veremos a seguir, haveria forte impacto dessa medida nas redes de Agencias e Sucursais dos Correios existentes anteriormente.

O primeiro movimento se fez sentir nas Sucursais logo no início de 1932

  • A Sucursal nº2 foi renomeada Catete de 3 de fevereiro de 1932 a 9 de fevereiro de 1933 voltando nessa data ao nome anterior, Praça Duque de Caxias.
  • A Sucursal nº5, Estácio de Sá, fundiu-se com a AT Saenz Peña e foi renomeada Tijuca em 03/02/1932.
  • A Sucursal nº6, Praça Municipal, foi transferida em 1932 para a Cidade Nova, com o nome de Praça Onze de Junho e, em 1933, renomeada Cidade Nova.
  • Sucursal nº8 –  movimento emblemático em estabelecer uma nova Sucursal no antigo prédio dos Telégrafos na Praça 15 por volta de 1932. Na minha opinião, seu escopo seria mais uma “Sucursal Correios e Telégrafos”. Também conhecida como “Sucursal da Praça 15” , cria alguma confusão com a contemporânea agência postal MRJ 220 Praça 15 (1909-1962).

Além desses movimentos, sete novas sucursais foram criadas em 1934, remanejando-se a zona central com a instalação da Lapa e a zona sul com a de Copacabana. Mas, principalmente, ampliando o “perímetro urbano” estabelecido desde 1890 com cinco das novas sucursais expandindo o perímetro urbano pelos subúrbios da Central e da Leopoldina, sua cobertura chegando ao limite norte do Distrito Federal.  São elas:

  • Sucursal nº09 – Lapa – estabelecida a 13 de janeiro de 1934;
  • Sucursal nº10 – Riachuelo – estabelecida a 20 de março de 1934;
  • Sucursal nº11 – Engenho de Dentro – estabelecida a 25 de abril de 1934;
  • Sucursal nº12 – Copacabana – estabelecida a 16 de julho de 1934;
  • Sucursal nº13 – Meier – estabelecida a 16 de julho de 1934;
  • Sucursal nº14 – Cascadura – estabelecida a 16 de julho de 1934;
  • Sucursal nº15 – Penha – estabelecida a 5 de novembro de 1934.

 

Capitulo V – O fechamento das Sucursais

Não encontrei registro oficial de um ato de extinção das sucursais. Todas as 15 têm seu último registro como sucursal no Guia Postal de 1940. O próximo GP – de 1948 – não registra mais nenhuma, todas substituídas por agencias regulares APT.

O D.O.U. é a única fonte complementar, por registrar a demissão de funcionários – a grande maioria em 31.12.1939. Uma informação relativamente esclarecedora que encontrei no DOU refere-se à Sucursal da Penha, onde uma funcionária foi demitida da sucursal em 31.12.1939 e readmitida na APT no dia seguinte. Ou seja, aparentemente a agencia regular Penha voltou a funcionar sucedendo a sucursal.

* * *

Com os dados disponíveis decidi registrar 1940 como o ano de fechamento da rede. No entanto, encontrei carimbos grafados “sucursal” ainda por muitos anos – até o começo dos anos 1950 e até raros na década de 1960. Talvez as agências postais que as sucederam tenham feito uso deles. Há mais informações sobre cada uma nos bairros em que as sucursais estão registradas

Para acomodar esses carimbos espúrios, acabei por registrar nas planilhas de agencias a data de 1940 na coluna “Suspensa” e a última data conhecida na coluna “Fechada”. Estes últimos constam da tabela-resumo abaixo.


Capítulo V -Tabela resumo das agências urbanas e das sucursais

Localização das Agências Postais do Município do Rio de Janeiro

 Imagens de Carimbos das Agências Urbanas

Seguem imagens das agencias de letras de 1890 somente para trazer uma visão de conjunto. As demais imagens de carimbos urbanos e de sucursais podem ser consultadas na coleção, cada uma em seu respectivo bairro – o nº MRJ da cada uma delas está indicado na tabela acima.

 

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