Tres Rios

MUNICÍPIO DE TRÊS RIOS (ex- Entre Rios)

O distrito de Entre Rios, subordinado a Paraíba do Sul, foi criado em 13 de agosto de 1890. Emancipado em 14 de dezembro de 1938 foi renomeado logo a seguir Município de Três Rios em 31 de dezembro de 1938.

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Histórico dos distritos (em azul, os dois atuais)

  • Entre Rios (1890);
    • Três Rios (1938)
  • Bemposta (1855)
  • Monte Serrat (1884); extinto e anexado a Afonso Arinos (1938)
  • Areal (1891); Em 1992 é desmembrado de Três Rios para formar o município de Areal.

Em 1938 esses quatro distritos são desmembrados de Paraíba do Sul para formar o município de Três Rios

  • Afonso Arinos (1938); Em 1991 é desmembrado de Três Rios para formar o município de Comendador Afonso Arinos.
  • Serraria (1955); Comendador Levy Gasparian (1963); Em 1991 é desmembrado de Três Rios para formar o município de Comendador Afonso Arinos.

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AGÊNCIAS POSTAIS

REDE FERROVIÁRIA


HISTÓRIA, CURIOSIDADES E IMAGENS


Entre Rios / Três Rios (Local 1 no mapa)

Importante entroncamento fluvial, ferroviário e rodoviário, o município deve seu nome a Antônio Barroso Pereira que, tendo colaborado com a construção da estrada União e Indústria (1861), recebeu o título de Barão de Entre-Rios, já que suas terras se situavam entre os rios Paraibuna e Paraíba. A agência postal é dessa época, criada em 28 de agosto de 1861. Poucos anos depois os trilhos da E F Dom Pedro II chegavam à região, sendo a estação de Entre-Rios inaugurada em 1867. As linhas Auxiliar, Grão-Pará, de Caratinga e o Ramal de Porto Novo também se cruzavam na cidade.

O mapa de 1953 mostrado acima nos dá uma boa ideia dos entroncamentos; o ferroviário centrado em Três Rios, o rodoviário em Bemposta e o fluvial próximo à fazenda Três Barras, sobre a qual segue matéria mais adiante.

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Subordinação de agências à DR-JFA, sediada em Juiz de Fora.

Vale salientar que num período, aproximadamente entre 1948 e 1963, diversas agências fluminenses em municípios próximos a Juiz de Fora passaram a ser subordinadas à Diretoria Regional de Juiz de Fora (DR-JFA). Há casos nos municípios de Três Rios, Sapucaia e Comendador Levy Gasparian. No caso de Três Rios, as agências de Três Rios e Alto de Santana (veja ao lado o carimbo ERJ 1458 – T15 como exemplo).

Carimbos da sede do município

ERJ 1457 – Entre Rios (1861-1943)
ERJ 1458 – Três Rios (1943 –  )

Há outras agências e unidades de serviço na região urbana da sede

Autonomia é nome de praça no centro da cidade. Possuo dois carimbos datados de 1992 e 1995, ambos sem menção a ACF na legenda. A 1459 consta unicamente no GP de 1992. Os carimbos podem ser de qualquer uma das duas.

ERJ 1459 – Autonomia (1992)
ERJ 1460 – ACF Autonomia (1995-2000)

ERJ 1461 – ACF Saeetri (1996)

ERJ 1471 – CDD Três Rios (2000 –  )


Alto de Sant’Anna ou Fernandes Pinheiro (Local 2 no mapa)


No mapa de 1953 acima, a localidade está destacada em vermelho. O texto a seguir foi motivado por uma curiosidade. Segundo um comunicado da administração da EFCB publicada no Jornal do Commercio do dia 10 a estação Fernandes Pinheiroserá aberta ao tráfego” em 23 de abril de 1898 (imagem ao lado). O que é estranho, visto que a tabela de horários de 18 de outubro de 1897 publicada pela própria EFCB já a mencionava com o nome de Alto de Sant’Anna (imagem).

No entanto, não encontrei nenhum comunicado sobre a inauguração da estação com esse nome. Por que o comunicado não anunciou simplesmente a mudança de nome da referida estação? Razões políticas?

Sabemos também que a agencia postal Alto de Sant’Anna foi criada em 11 de dezembro de 1897 e, segundo o Boletim Postal, “na estação do Alto de Sant’Anna da EFCB no Rio de Janeiro“. A agencia, por sinal, nunca mudou de nome para acompanhar a estação. Vale conhecer a pessoa agraciada:

Antonio Augusto Fernandes Pinheiro era natural do Rio de Janeiro, engenheiro civil pela Politécnica e presidente do Clube de Engenharia (1881-84). Na área ferroviária trabalhou na EF Macahe e Campos, foi concessionário da EF Rio de Janeiro e Minas (1895) [3] e presidente da EF S. Paulo – RS (1897-98) [4].

Fontes: fig.1 O Paiz md; fig.2 J. Comercio 10/10; [3] O Fluminense 11/09 (NA: essa ferrovia não vingou. Seu traçado seria Armação dos Buzios,  Indaiassu, Monnerat e Paquequer no rio Paraíba); [4] J. Comercio 01/01 (imagens da Hemeroteca da BN).

ERJ 1462 – Alto de Sant’Anna (1897-1940)


Bemposta (Local 3 no mapa)


A origem do distrito é a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Bemposta, criada em 6 de outubro de 1855 e subordinada a Paraiba do Sul. Em 14 de dezembro de 1938 é desmembrada para formar distrito no novo município de Três Rios.

ERJ 1463 – Bemposta (1856-2000)
ERJ 1464 – AGC Bemposta (2000 –  )


Campo da Grama / Hermogênio Silva (Local 4 no mapa)


A origem de Campo da Gramma está ligada à estrada Petrópolis a Juiz de Fora, já conhecida por “União e Industria” no tempo em que o trajeto era feito por diligências e as “estações” eram os postos de muda dos animais. Uma dessas estações era a Luiz Gomes, situada num local de bons pastos conhecido por “Campo da Gramma”.  Ao seu redor cresceu um povoado com boas casas de comércio e a agencia postal foi criada em 1861 – cuja importância pode ser avaliada por ser origem do roteiro de malas que atenderá à importante Freguesia de Bemposta, como se vê na imagem ao lado. Em 1900, o local foi escolhido para uma estação da Leopoldina que recebeu o nome de Hermogênio Silva, conhecido político de Petrópolis. A agencia acompanharia o topônimo anos mais tarde.

ERJ 1465 – Campo da Grama (1861-1915)
ERJ 1466 – Hermogenio Silva (1915-1963)


Ponte do Piabanha / Moura Brasil (Local 5 no mapa)


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Ponte do Piabanha era bairro de Três Rios na região próxima a Moura Brasil. Uma agência postal foi criada com o nome “Ponte do Piabanha” em 6 de maio de 1893. Alguns anos depois, A EF Leopoldina, sucessora da EF Grão-Pará, inaugurou no local estação da linha Areal-Três Rios em 1900 com o nome de Moura Brasil, homenagem ao famoso médico oftalmologista que, aliás, havia adquirido em 1890 no mesmo distrito a tradicional Fazenda das Três Barras (imagem). A agência acompanharia o topônimo em 1924 conforme nos informa o Boletim Postal.

ERJ 1467 – Ponte do Piabanha (1893-1924)
ERJ 1468 – Moura Brasil (1924-1963)

 


Itajoana (Local 6 no mapa)


Itajoana fica no distrito de Bemposta na estrada de Itajoana, como se vê no mapa postal de 1888 acima. É local que produz famosa cachaça. Sua agencia é de 6 de março de 1908. Não possuo imagens

ERJ 1469 – Itajoana (1908-1963)

 


Santarem (Local 7 no mapa)


O local dessa povoação é incerto. Dois guias postais no entanto registram o roteiro de malas via Tristão Camara em S. José do Vale do Rio Preto. Com essa informação posicionei o local 7. Não lhe tenho imagens.

ERJ 1470 – Santarem (1929-1963)

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Vale no entanto registrar a fazenda “Santarem” também no distrito de Bemposta, na região de Itajoana.

A belíssima fazenda é um marco histórico na região. A imagem e o texto, aqui resumido, são do site do INEPAC/Instituto Cidade Viva que vale ser visto em http://www.institutocidadeviva.org.br/inventarios/sistema/wp-content/uploads/2009/11/17_-santarem.pdf

A utilização do “Caminho do Mar de Espanha” como rota alternativa pelos moradores do sudeste das Minas Gerais para alcançar a Estrada Real e o Porto de Estrela, na Baía de Guanabara, favoreceu o desbravamento das terras de Bemposta, onde se localiza a Fazenda Santarém. Elas interessaram ao desembargador Antônio Barroso Pereira que, recém-casado com Mariana Jacinta, queria se estabelecer na região para morar próximo aos sogros, José Rabelo de Macedo e sua esposa D. Maria, proprietários da Fazenda Mato Grosso em Sebolas (…) Conforme escritura passada em 1837, Antônio vendeu parte da fazenda Bemposta a Antônio Luiz dos Santos Werneck, o primeiro do clã dos Santos Werneck a se instalar em Paraíba do Sul. Em 1840, sua filha Isabel Leopoldina Santos Werneck casa-se com Mariano José Barroso de Carvalho. A Fazenda Santarém foi dada como presente de casamento ao casal. A sede da fazenda foi construída em 1851 e pertenceu às famílias Barroso de Carvalho e Werneck até o início da década de 1980, quando foi vendida por D. Léa Werneck a Olavo Monteiro de Carvalho. O atual proprietário foi o responsável pela primeira grande reforma da casa grande.


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