São Cristovão

Tabela de agencias de S. Cristovão

Em 1810, pouco depois da chegada da família real ao Rio, Dom João VI decidiu adotar o Paço da Quinta da Boa Vista como sua residência oficial. Em decorrência, as famílias mais próximas à corte começaram a erguer suas casas na região, cuja infraestrutura recebeu muitos investimentos.  Dom Pedro II nasceu e cresceu no bairro que, com seu incentivo, recebeu vários melhoramentos inéditos no país tais como a primeira central telefônica – que o ligava à Fazenda Imperial em Santa Cruz – iluminação pública e mesmo o Observatório Nacional, que ainda lá está.

Com a proclamação da república, o bairro perdeu importância e o antiga residência foi transformada no belíssimo Museu Nacional, infelizmente destruído completamente em 2018 por um lamentável incêndio resultado da incúria e displicência no trato da coisa pública. Uma ocupação desordenada por indústrias e pequeno comércio causou degradação e o início da decadência, agravada pela construção do elevado da Linha Vermelha no centro do bairro.

Um capítulo à parte merece a história postal. São Cristóvão é provavelmente o bairro com o maior número de agências postais do tempo do império.

As Agencias Urbanas e Sucursais

O Decreto Imperial de 1865 abordava a regulamentação do Serviço de Correio Urbano na cidade do Rio de Janeiro. Assim, entre 1868 e 1877 foi implantada uma rede de 25 agencias identificadas por letras de A a Z. Duas seriam criadas em São Cristóvão:

    • Agencia “R” em 20/12/1869 na rua S. Luis Gonzaga, 44
    • Agencia “U” em 26/06/1871 na Rua da Feira (depois Figueira de Melo). Essa agencia seria realocada várias vezes, conforme a Tabela acima.

A rede deixou de funcionar por volta de 1880. Mais detalhes no menu “Correio Urbano“.

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No alvorecer da República, uma nova rede de Agencias Urbanas foi criada em 30 de dezembro de 1889, embora seu escopo fosse diferente da rede do Império. Agora o objetivo era descentralizar algumas responsabilidades do Correio Central. Foram implantadas inicialmente 8 agencias (letras A a H) e 4 mais tarde (letras I a L).  Elas receberam identificação por letras, à semelhança das anteriores do Império. Duas delas caberiam a S. Cristóvão:Em São  cabendo ao Estacio a letra “G”. Foi situada no Largo do Estacio de Sa (*).  Foi sucedida em 1898 pela agencia “Estacio de Sa”.

    • Agencia “F” em 30/01/1890 no Campo de S. Cristovão
    • Agencia “K” em 28/03/1890 na Rua da Alegria, estação da E F Rio D’Ouro (atual Prefeito Olímpio de Melo)

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A terceira rede, agora já com o adequado nome de “Sucursais” foi criada por portaria de 27 de janeiro de 1901; inicialmente com seis sucursais, São Cristóvão receberia a de nº 3. Esta foi inaugurada em 1º de junho de 1902 na Praça Marechal Deodoro, nome do logradouro por algum tempo após a Republica.

Com o fim das sucursais, a AC São Cristóvão (MRJ 563) foi restabelecida e continua ativa. Vale a leitura da matéria “História das Sucursais do DF“.

 


Carimbos “F” (MRJ 560)

Carimbos de São Cristóvão 

Sucursal nº3

AC São Cristóvão

Outras agencias do bairro de São Cristóvão

 


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