São Cristovão

Bairro de São cristovão 1910

Em 1810, pouco depois da chegada da família real ao Rio, Dom João VI decidiu adotar o Paço da Quinta da Boa Vista como sua residência oficial. Como natural decorrência, as famílias mais próximas à corte começaram a erguer suas casas na região, cuja infra-estrutura recebeu muitos investimentos.  Dom Pedro II nasceu e cresceu no bairro, que, com seu incentivo, recebeu vários melhoramentos inéditos no país, tais como a primeira central telefônica (que o ligava à Fazenda Imperial em Santa Cruz), iluminação pública e mesmo um observatório astronômico, o Observatório Nacional, que ainda lá está. Com a proclamação da república, o bairro perdeu sua importância e o antigo Paço foi transformado no Museu Nacional. Uma ocupação desordenada por indústrias e pequeno comércio causou degradação e o início da decadência do bairro.

Um capítulo à parte merece a história postal. São Cristóvão é provavelmente o bairro com o maior número de agências postais do tempo do império. As pioneiras foram criadas em 1869 (agencia “R” na rua são luis gonzaga) e em 1871 (agencia “U” na Rua da Feira, atual Figueira de Melo). Ambas compunham a rede de agencias urbanas, as primeiras estabelecidas fora do Correio Central.

Na república, a rede de agencias urbanas auxiliares, tambem nominadas por letras, teve também duas agencias em São Cristóvão, de letras “F” e “K” ambas de 1890. São Cristóvão foi também a sede de uma das primeiras sucursais, a de no.3 (para mais detalhes sobre as sucursais, veja menu específico). O mapa acima é de 1910. Marquei a localização aproximada das agências dessa época; essas letras aparecem na planilha abaixo, ao lado de cada uma.

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Carimbos do bairro de São Cristóvão

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