Av. Central, Av. Rio Branco e Sucursal nº7

Mapa do Centro Para Site - JPEG

 

AVENIDA CENTRAL E AVENIDA RIO BRANCO

Principal artéria do centro da cidade, a avenida Central ligava o porto (a atual Praça Mauá) à região da Glória, que nessa época se expandia urbanisticamente. O responsável pelo projeto foi o engenheiro Paulo de Frontin.

Foi inaugurada em 7 de setembro de 1904 pelo então presidente Rodrigues Alves e tinha 1.800 metros de extensão por 33 metros de largura. Em termos estilísticos, a construção da avenida Central representa o auge do estilo eclético monumental no Rio.

A avenida,  renomeada Rio Branco em 1912, contava com um canteiro central ajardinado e iluminação elétrica. As calçadas, em mosaico português, foram feitas por artesãos vindos de Portugal.

A avenida terminava na Praça Floriano Peixoto, região conhecida como Cinelândia (v. abaixo imagem do Cine Odeon, um dos últimos grandes cinemas da região), ao redor da qual se erigiram vários edifícios públicos de grande valor arquitetônico que ainda existem: o Theatro Municipal, o Museu Nacional de Belas Artes e a Biblioteca Nacional.

No extremo da avenida foi erguido o Palácio Monroe, por algum tempo sede do Senado, infelizmente demolido em 1976. Nele funcionaram esporadicamente algumas agencias postais. Mais dados no menu respectivo.

 

As agencias postais da Avenida

 

AVENIDA CENTRAL, Agencia Urbana

A agência  Avenida Central foi criada como agencia urbana de 3a. classe em 17 de setembro de 1908 e em 4 de março de 1912 teve seu nome alterado para Avenida Rio Branco, acompanhando a nova denominação da via (fonte: Boletim Postal).

O Guia Postal de 1913 já a classifica como agencia urbana de 2a.classe. A imagem abaixo, indicando a placa Correios, é de ca. 1917 e mostra a agencia instalada no edifício do Jornal do Commercio no nº 123 da avenida (o jornal tinha como endereço o nº 117, o que se nota à esquerda da imagem com um grupo de pessoas sob o toldo).

Marc Ferrez/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Inst. Moreira Salles

O Indicador Postal de 1927 a lista na mesma classe e no mesmo endereço. Já no Guia Postal de 1931 (ano de impressão) o vocábulo Avenida Rio Branco a classifica como “ag.urbana 1a.classe”.

Mais ou menos na mesma época, é publicado o decreto 19.514 de 20 de dezembro de 1930, cujo Art.4º determina “o fechamento de todas as agencias próximas das sedes das Administrações ou das Sucursais (…)”.

Em cumprimento ao decreto, em 19 de março de 1931 a DG dos Correios, através da 1ª Secção da Sub-Diretoria de Contabilidade, publica no Boletim Postal a Circular n. 8-C/1ª com a lista das agencias a serem fechadas. Entre elas, a da av. Rio Branco, que, como veremos a seguir, estaria localizada nas proximidades de uma sucursal, a de nº7.

SUCURSAL nº7

A primeira informação sobre a criação da Sucursal nº7 eu encontrei em nota publicada no jornal Correio da Manhã, edição de outubro de 1921 (imagem da hemeroteca da BN).

Como se lê, ela foi instalada na rua 13 de maio, paralela à avenida Rio Branco. O Indicador Postal de 1926 acrescenta ainda o número 70 ao endereço.

A próxima referencia está no Guia Postal de 1931, mas que não ajuda muito. O vocábulo rua 13 de Maio traz “suc.” e o vocábulo Succursal Numero 7 traz “ver Av. Rio Branco no suplemento” (que atualiza o GP até 31 de dezembro, mas no qual não consta essa informação).

Tudo leva a crer que a Sucursal nº7 foi transferida para um novo endereço no nº7 da avenida Rio Branco no inicio dos anos 1930. A esse respeito ver nota N.680 do tribunal de Contas (DOU 21 de outubro de 1933) ilustrada abaixo.

Alguns anos depois, o Indicador Postal de 1937 já aponta outro local, o numero 106-108 da avenida. Por volta de 1940, aparecem indícios de que a sucursal seria extinta e que a agencia voltaria.

O Guia Postal de 1940 foi impresso nesse ano e portanto deve se referir a 1939, embora essa informação não conste da edição. No vocábulo Avenida Rio Branco o guia registra: “ag. urb. suc.7 PT (serviço feito pela sucursal nº 8)”. A primeira pista para volta da agência é a indicação “PT”, já que usualmente não é assim que se referia a uma sucursal; a segunda, a informação de que a operação já havia sido transferida para a Suc.n.8. No guia não consta o vocábulo “sucursal nº7”.

De qualquer maneira, alguns carimbos da sucursal aparecem após essa data até 1943 e franquias mecanicas  até 1945; portanto nota-se a superposição de carimbos da sucursal com a da nova agência que viria ser instalada na avenida e está descrita abaixo.

O fechamento da sucursal nº7 acompanha o gradual abandono da organização por sucursais que atingiu o auge no inicio dos anos 1930 (quando tivemos 15 em operação) e começou a ser desmontada no inicio dos anos 1940. A esse respeito, o menu “Sucursais no DF” traz um histórico completo.

 

APT AVENIDA RIO BRANCO

O Guia Postal de 1940 é bastante ambíguo no registro da nova APT, como pode ser visto no parágrafo masi acima.

Nota no DOU de abril de 1940 informa que um contrato de aluguel do predio 127 da av. Rio Branco “para a instalação da sucursal” estaria sendo analisado pelo Tribunal da Contas. No entanto, mais tarde saberíamos que a nova agencia av. Rio Branco é que seria instalada nesse endereço. Esse foi o ano que escolhi para registrar sua criação. O próximo Guia Postal, de 1948, é bastante claro ao citar a agencia APT Av. Rio Branco.

Uma nota lacônica na imprensa em fevereiro de 1968 informa que a agencia da av Branco deverá deixar o prédio em 30 dias, requisitado pelos proprietários. Assim se encerrando as atividades dos Correios na Avenida.

Carimbos da av. Central

É curioso notar que os carimbos com a legenda Avenida Central foram utilizados até 1925, bem depois da mudança oficial do nome da agência para Av. Rio Branco em 4 de março de 1912. Isso aliás faz sentido, pois a própria avenida teve o nome mudado nesse mesmo ano). Por outro lado, carimbos “AV. RIO BRANCO” já são conhecidos em 1914.

 Carimbos da av. Rio Branco

As agências da avenida Rio Branco e da Sucursal nº7 tiveram vida independente, porém entrelaçadas, como vimos acima. Optei por colocar em sequência as imagens de carimbos de ambas, seguindo a ordem da divisão MRJ descrita na planilha acima. Foi uma das agências mais pródigas em variedades de carimbos e uma das principais da cidade. São mais de 50 carimbos diferentes, mesmo tendo sido fechada em 1968.

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Carimbos da Sucursal nº7

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