Linha 16 Oeste de Minas

Mapa Oschenek 1899 – sobre o qual desenhei todas as linhas fluminenses com suas conexões paulistas e mineiras.

Introdução 

Os carimbos ambulantes são manipulados dentro de linhas ferroviarias que, por sua natureza, transcendem as divisas estaduais ampliando assim os limites geográficos previstos para este site. Particularmente entrelaçados estão os estados de SP, RJ e MG, como mostra o mapa esquemático apresentado a seguir. Vê-se à esquerda a EF Mogiana paulista e à direita a EF Leopoldina mineira, conectadas pela EF D.Pedro II. Como exemplo, uma carta do interior de Minas para o interior de S.Paulo poderá apresentar carimbos ambulantes de até três ferrovias e ela será catalogada neste site.

Essa introdução caberá a diversas linhas ferroviárias. Neste caso da linha16, ela faz parte da rede de ferrovias do sudoeste mineiro juntamente com as das linhas 10 e 13A, com as quais tem história entrelaçada, como vemos na planta a seguir [1]

Mapa da Rede Sul-Mineira da década 1920 com o traçado das ferrovias do sudoeste mineiro, entre as quais as linhas 10, 13A e 16. Esta, a última linha à direita. 


Estrada de Ferro Oeste de Minas – Linha 16


Liderada por um grupo de empresários e políticos de S. João d’El Rei, teve seus estatutos aprovados pelo governo estadual em 1878 para a construção de ferrovia ligando S. João à estação de Sítio na EF D. Pedro II. As obras começaram em 1879 a partir de Sitio chegando a S. João em 1881 e a Aureliano Mourão em 1883. Dessa estação, seguiria a linha tronco para o norte até Oliveira (1887) e por um ramal para oeste até Ribeirão Vermelho em 1888, às margens do Rio Grande, onde parou.

O projeto da EFOM tomou vulto, propondo a ligação do sul de Goiás com um porto de mar, sendo Angra dos Reis o escolhido.

Em 1889 a EFOM obteve autorização para estender sua linha até Barra Mansa. A ponte sobre o rio, com 100m de comprimento, foi construída em 1894 e a linha então pôde prosseguir em direção a Lavras, um trecho de 10km, onde chegou em 1895. Continuando, chegou a Carrancas em 1898 e a Passa Vinte em 1903.

As obras no sentido inverso, em território fluminense, partiram de Barra Mansa em 1891chegando a Falcão em 1897. A estação de Passa-Vinte foi construída no Arraial do Cedro, primeira cidade mineira, nome que a estação recebeu temporariamente. O tráfego foi liberado em 1903.

Nesse meio tempo, em 1893 a EFOM obteve concessão para construir a ligação ferroviária entre Barra Mansa e Angra dos Reis. O primeiro trecho, até Itaverá (atual Rio Claro), foi entregue em 1897. A ilustração mostra a tabela de horários com a ferrovia ainda estacionada em Rio Claro.

Os trabalhos, em topografia adversa, fluíam lentamente e a linha só chegou a Lídice em 1910 e em Angra dos Reis em 1º de dezembro de 1928. Curiosamente, a notícia não mereceu destaque na imprensa fluminense. A mais detalhada encontrei no O Paiz, que a relatava com a presença do presidente da república mas, mesmo assim, porque a data coincidia com manobras navais da esquadra na região [2].


OS CARIMBOS

Após essa longa introdução, apresento os carimbos. Como nas demais linhas, começo por apresentar os carimbos ambulantes e depois as agencias ferroviárias.


Parte 1 – Correio Ambulante

 

 


Parte 2 – Agencias Ferroviárias [1]

 

Imagens desses carimbos estão nos respectivos municípios.

 


Notas e Informações

Nota [1] “Agencia ferroviária” é o termo usado pelos filatelistas para designar agencias postais instaladas em estações ou próximas a elas.  Oficialmente o nome não existe, já que são agencias regulares dos Correios administradas por um agente postal subordinado à mesma estrutura das demais agencias fixas. O fato de constar “Estação” ou “Est.” nos carimbos é simplesmente um indicador de sua localização. Listar essas agencias nesta página tem objetivo de apoio aos colecionadores (entre os quais me incluo). No entanto, a exemplo das agencias regulares, cada uma delas tem sua história e imagens dos carimbos nos seus respectivos municípios.

[2] Nota em O Paiz sobre a inauguração da linha

 


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