Resumindo os capitulos anteriores.
- Comecei por apresentar a agencia da sede do municipio de Villa da Praia Grande, logo renomeado Nictheroy.
- Em 1910 a DGC decidiu emancipar a Administração do Rio de Janeiro, que passou a usar essa legenda nos carimbos.
- Em 1928 Nictheroy voltou a ser usada nas legendas. Logo em seguida, houve uma reforma ortográfica que alterou a grafia para Niteroi. A reforma não pegou e várias grafias de legenda foram utilizadas nos carimbos até 1975, quando houve a fusão dos estados e Niteroi voltou a ser agencia de sede de municipio.

Mais adiante completarei essa tabela com a relação todas as 90 agencias que existiram no municipio.
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A fusão com o Estado da Guanabara
Seguindo a llinha estratégica do governo militar para a região, foi inaugurada em 1974 a Ponte Presidente Costa e Silva, mais conhecida como Ponte Rio-Niterói. Com seus 13 km de extensão permitiu uma significativa redução na viagem terrestre entre as cidades, uma distancia de cerca de 100 km ao redor da baía. Logo após houve a fusão do estado da Guanabara com o estado do Rio de Janeiro em 15 de março de 1975, quando Niterói deixou de ser a capital do estado, que passou a ser o Rio de Janeiro.
O primeiro carimbo da “nova” agencia é o tipo T20 circular de 31 mm, com a variante T20a que traz Niterói em negrito. Segue o T27. Todos com a nova legenda “NT”.
O tipo seguinte é o T28 usado nacionalmente. Notei aqui mais uma das coisas estranhas de Niteroi. Há duas versões dele no mesmo ano. Um com a legenda “Niterói” e outro com “Central”. Existiriam duas agencias? Ou por algum tempo a agencia principal teria mudado de nome? A observação dos guias postais e dos carimbos me levaram a concluir que simplesmente ambas as nomenclaturas foram usadas indistintamente por aproximadamente uma década, como se pode ver nas imagens.
Neste, outra novidade é o “CENTRAL – 01” que pode indicar um posto remoto de serviço da agência.
Mais uma vez observamos a dupla indicação de local no tipo T29, que se repetirá nos carimbos mecânicos a seguir
Carimbos mecanicos Obliteradores
Carimbos de Franquias Mecanicas
Carimbos de serviço
Este por acaso é o primeiro carimbo da agencia em 14 de abril de 1975, poucas semanas após a unificação dos estados. Deve ser raro, pois é o único carimbo de serviço atual que conheço.
CARIMBOS DO MUNICIPIO DE NITERÓI
Para orientação, o mapa dos bairros e a numeração dos locais das agencias no muncipio. Esses numeros de indicação de local estão sempre indicados na descrição das agencias.
Segue o quadro de agencias do interior do município. Em grande numero. Somadas com as da sede do muncipio, só perdem em quantidade para o de Campos dos Goytacazes que, aliás é o maior do estado do Rio.
AGENCIAS URBANAS NO CENTRO – Local 1 no mapa
ERJ 728 – Filatelica de Niteroi (1974-1996)
ERJ 729 – Forum de Niteroi (1987-2003)
ERJ 728 – Assembleia Legislativa (1952-1969) Não tenho carimbos
ERJ 730A – ACF Arariboia (1992-2012)
ERJ 730D – ACF Botto de Barros (1994-2013)
ERJ 730E– AGF Amaral Peixoto (2013 – )
ERJ 731 – Largo de São João (1914-1931)
A área pertencia à sesmaria concedida em 1568 aos índios temiminós sob o comando do cacique Arariboia. Em 1819 o rei Dom João VI, que costumava passar férias no bairro de São Domingos, elevou o Arraial da Praia Grande à condição de vila. No ano seguinte, foi contratado um projeto de arruamento da cidade, o primeiro planejamento urbano de uma cidade brasileira. O plano previa no Centro uma grande praça, que ficou conhecida como Largo de São João (atual Jardim S. João), local onde se construiria a igreja matriz, a Catedral de São João Batista, inaugurada em 1854.
Em 1824, no mesmo largo foi inaugurada a Casa da Câmara e Cadeia, prédio que em 1913 seria demolido para a construção do Paço Municipal de Niterói, inaugurado em 1914. A agencia postal “Largo de S. João” seria criada em 27 de janeiro desse mesmo ano, com a transferência da agencia em Sete Pontes.
Não tenho imagens. Mais abaixo, há imagem da terceirizada ERJ 740 – ACF Jardim São João que funcionou de 1996 a 2012 nas proximidades.
Outras três agencias são dessa época, localizadas em importantes vias próximas que obedecem ao traçado em xadrez do projeto original. Todas extintas na mesma data (1931). São elas:
ERJ 732 – Marechal Deodoro (1914-1931)
ERJ 733 – Rua Visconde de Sepetiba (1920-1931)
ERJ 734 – Rua Visconde do Uruguai (1926-1931)
Infelizmente, também não lhes possuo imagens.
ERJ 734A – Feira de Amostras (1935-1935) agencia temporária)
A esse respeito, ver matéria no menu História Postal sobre agencias temporárias.
ERJ 735 – Palacio da Justiça de Niteroi (1946-1989)
ERJ 736 – Estação Rodoviaria de Niteroi (1962-1997)
ERJ 739 – ACF Rink (1994-2012)
ERJ 739A – AGF XV de Novembro (2012- ) (sucessora de Rink)
ERJ 740 – ACF Jardim São João (1996-2012)
ERJ 740C – AGF Doutor Celestino (2013-2015)
ERJ 741 – Praça Fonseca Ramos (1911-1943)
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Até aqui, apresentei somente das agências no centro da cidade, local 1 no mapa. A seguir, as agencias da região metropolitana e do interior do município.
PONTA D’AREIA (Local 2 no mapa)
A Ponta da Areia, ou península da Armação, era originalmente dedicada à pesca, tendo sido importante porto baleeiro. A vocação industrial veio depois, com as oficinas de material bélico da Marinha do Brasil e estaleiros. Na época do Barão de Mauá, a indústria diversificou-se e passou a produzir vários equipamentos. Mauá, precursor da industrialização brasileira, é homenageado no bairro com nome de rua e de estaleiro.
ERJ 742 – Armação (1920-1932)
ERJ 743 – Vila Pereira Carneiro (1932-1962)
A Companhia de Comércio e Navegação, estabelecida também na Ponta d’Areia, possuía importante frota de cabotagem e grandes armazéns gerais. Foi dessa companhia o dique Lahmeyer, considerado o mais sólido do mundo por ter sido cavado em rocha e que durante muito tempo foi o maior da América do Sul. O Conde Pereira Carneiro (1877-1954), principal acionista da empresa, também construiu a vila que leva o seu nome, existente até hoje, que foi criada com fins sociais para os empregados da empresa. Atualmente a vila está incorporada ao patrimônio arquitetônico da cidade.
O Conde foi também acionista do Jornal do Brasil e acabou por assumir a empresa endividada em 1919. Foi também deputado. Casou-se em segundas núpcias com Maurina Dunshee de Abranches Pereira Carneiro que assumiu o JB em 1954 com o falecimento do marido. Sob sua direção, nos 30 anos seguintes a chamada Condessa Pereira Carneiro o transformou em um dos mais influentes periódicos do país.
Uma agência postal funcionou na vila de 1920 até 1962; inicialmente com o nome de Armação e a partir de 1932 renomeada em homenagem ao conde .
ERJ 744 – Ponta da Areia (1907-1963)
SÃO DOMINGOS (Local 3 no mapa)
São Domingos é um dos bairros mais antigos da cidade. Suas ruas ainda preservam um pouco da arquitetura do fim do século XIX e o ar de cidade do interior. Sua localização, junto ao centro da cidade e a existência de um porto de atracação favoreceram a ocupação e urbanização ainda no período colonial. No ano de 1816, São Domingos recebeu a visita do rei D. João VI que passou temporadas na região em uma casa a ele cedida e sua presença foi fundamental para o desenvolvimento da povoação. Esse prédio foi a primeira Casa da Câmara até a transferência da sede da Vila de São Domingos para o atual Centro.
No mesmo período, o atracadouro passou a ter bastante movimento com o serviço de transporte marítimo e com a construção da Companhia Cantareira (imagem), hoje um Centro Cultural e um dos símbolos do bairro.
ERJ 745 – São Domingos (1856-1931) –
Esta agencia postal é a mais antiga da cidade depois da Central e sua criação em 1856 consta do Relatório dos Correios de 1858. No entanto, há uma lacuna no seu funcionamento entre 1880 e 1908 quando reaparece no DOU como “São Domingos de Niteroi“. É possível que em algum momento tenha sido renomeada ou restituída com o novo nome. Seria fechada no pacote de 25.11.1931 (BP). O fragmento abaixo é quase no fechamento.
INGÁ (local 4 no mapa)
No passado, antes da fusão entre os estados do Rio de Janeiro e Guanabara, o bairro era a sede do poder estadual. No Ingá, encontram-se importantes museus, como o Museu do Ingá e o Museu Antônio Parreiras. O bairro recebeu este nome devido ao frondoso Ingá que existia nos primórdios da ocupação do bairro na atual Rua Tiradentes (outrora Rua do Ingá).
ERJ 746 – Ingá (1910-1931) sem imagem
ERJ 747 – ACF Ingá (1992-2013)
ERJ 747A – AGF Aguia (2013- )
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ERJ 748 – Palacio do Governo (do Estado do Rio de Janeiro)
O Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, ou Museu do Ingá, como é conhecido, ocupa o Palácio Nilo Peçanha, antiga sede do governo do Estado do Rio de Janeiro, entre 1904 e 1975, quando se deu sua fusão com o antigo Estado da Guanabara. O palacete foi criado em 1860, para servir de residência ao médico e político José Martins Rocha. Nilo Peçanha, empossado como governador do Rio de Janeiro a 31 de dezembro de 1903 adquiriu o imóvel para residência oficial dos chefes do executivo fluminense. O prédio foi o primeiro a receber luz elétrica na cidade e sofreu obras, em 1920, para acréscimo de dependências destinadas à residência dos governadores (texto adaptado de museusdorio.com). Uma agencia postal telegráfica funcionou por pouco tempo no edifício entre 1950 e 1960.
Boa Viagem O local, vizinho ao Ingá, abriga a Ilha da Boa Viagem assim denominada porque os navegadores que chegavam ou saíam da Baía agradeciam a boa viagem que fizeram ou para pedir a bênção para uma nova viagem. É ocupada pela Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem, erguida no século XVIII, no ponto mais elevado da ilha.
Construído sobre o Mirante da Boa Viagem, o MAC é um museu de arte contemporânea brasileira inaugurado em 2 de setembro de 1996. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o MAC tornou-se um dos cartões-postais de Niterói. O museu abriga o acervo da Coleção João Sattamini.
SÃO LOURENÇO (local 5 no mapa)
O bairro de São Lourenço tem grande importância para a história da cidade, pois foi
nessa elevação onde a cidade foi fundada em 22 de novembro de 1573 pelo chefe temiminó Arariboia, na sesmaria que recebeu pela sua ajuda na expulsão dos franceses. No bairro está a mais antiga igreja da cidade, a Igreja de São Lourenço dos Índios, localizada próxima ao outeiro do mesmo nome. O seu altar, com a estrutura quase toda em pau-brasil, e o seu piso, são ainda originais da época da construção. Segundo consta, a igreja foi erigida em 1627 e é tombada pelo IPHAN.
O Parque Natural Municipal de Niterói ocupa parte desse morro e uma de suas trilhas, conhecida por trilha colonial, leva à Ponte de Pedra, construída na década de 1830 por escravos numa trilha de indígenas no período colonial.
ERJ 749 – Ponte de Pedra (1918-1992)
A agencia postal Ponte de Pedra funcionou de 1908 a 1992 e ficava próxima à Matriz da Paroquia de São Lourenço.
ILHA DO MOCANGUÊ – Local 6 no mapa
ERJ 750 – ACCI Ilha do Mocanguê (2006)
ERJ 750A – AC Ilha do Mocanguê (2010-2018)
Eram duas ilhas conjugadas, conhecidas por Mocanguê Grande e Pequena. Na pequena se localizava o estaleiro da Companhia de Navegação Lloyd Brasileiro e a grande sempre pertenceu à Marinha. Nos anos 1970 aterrou-se o canal que separava as duas ilhas e nela foi estabelecida a Base Naval, integrada por uma série de organizações militares voltadas à capacitação de pessoal da Marinha.
Não tenho exemplares.
ILHA DA CONCEIÇÃO – Local 7 no mapa
ERJ 751 – Ilha da Conceição (1969)
ERJ 751A – ACF Ilha da Conceição (1996-2012)
ERJ 751B – AGF Carajó (2012-2013)
No passado, a Ilha da Conceição tinha uma fazenda e uma capela, com data de 1711. A capela se transformou na Igreja da Nossa Senhora da Conceição, hoje emparedada no centro urbano. A sede da fazenda se localizava onde hoje se encontra o Centro Social Urbano.
Hoje, totalmente urbanizada e parcialmente favelizada, tem sua orla tomada por empresas ligadas a serviços navais. A ilha menor é hoje atravessada pela ponte Rio-Niterói.
Também não tenho exemplares de carimbos.
SANTANA (LARGO DO BARRADAS) (Local 8 no mapa)
O antigo bairro de Santana foi desfigurado com aterros e cortado pelas pistas expressas decorrentes da construção da ponte Rio-Niterói. Hoje ele é mais conhecido como Largo do Barradas.
A rua Benjamim Constant corta todo o bairro no sentido Norte-Sul e foi durante muito tempo a única via de acesso para a zona norte.
ERJ 752 – Largo do Barradas (1985-1996)
ERJ 753 – ACF Benjamin Constant (1993-2013)
ERJ 753A – AGF Ponte (2013-2014)
SANTANA DE MARUÍ – Local 9 no mapa
ERJ 754 – Santana de Marui (1874-1906)
ERJ 755 – Santana de Marui (1920-1931)
A E F Cantagalo (Linha 35) tinha inaugurado seu primeiro trecho entre Porto das Caixas e Cachoeiras de Macacu em 1860. Com a operação, ficou claro que a ferrovia precisava de conexão ferroviária com a Corte para melhor desempenho logístico. A construção contornando a Baía era na época tecnicamente inviável pela natureza do terreno (só ficaria pronta em 1926), de modo que a conexão por mar via Niterói parecia ser a melhor solução. Para tanto, organizou-se a Cia Ferro Carril Niteroiense em 1871.
A estação inicial, Sant’Anna de Maruhy, é desse ano; a imagem é de mapa de 1914 e mostra também o “Porto da EFLR” (Estrada de Ferro Leopoldina Railway).
Não possuo imagens
BARRETO (local 10 no mapa)
Planta hydrografica do Porto do Rio de Janeiro, capitão-tenente Diogo Jorge de Brito 1810 (hemeroteca da BN)
Barreto é um bairro da zona norte de Niterói, vizinho a S. Gonçalo, que abrigava uma antiga fazenda denominada de Caboró (ou Tribobó), de propriedade do frei José Barreto Coutinho de Azevedo Rangel, que deu origem ao bairro (wikipedia). A fazenda utilizava um porto para comercializar sua produção que também tomou seu nome. O mapa acima é de 1810 e registra o porto.
No final do século XIX, grandes indústrias se estabeleceram no bairro. O mapa de 1914 mostrado em ERJ 754 registra duas delas: a Cia. Fiat Lux de fósforos e a imponente textil “Cia. Manufactura Fluminense Fabrica de Tecidos (1893-1997 imagem acima) com sua simpática vila de casas operárias [1]. O mapa também registra a estação Barreto, próxima ao largo de mesmo nome.
ERJ 756 – Porto do Barreto (1862-1886)
sem imagem
ERJ 757 – Barreto (estação) (1910-1992)
ERJ 760 – ACF General Castrioto (1996-2013) sem imagem
ERJ 760A – AGF Barreto (2013- )
A história das agencias do bairro está bem documentada. Uma agencia postal “Porto do Barreto” foi criada em 10 de março de 1862 (NM). Nota do “Correio da Côrte” publicada no Diario do Rio de Janeiro em 29 de abril informa o envio de correspondência para a localidade a partir de 1º de maio de 1862. Ela já não mais está registrada no Relatório dos Correios de 1886.
Uma segunda agencia “Barreto” foi criada foi criada em 24 de outubro de 1910, na época da construção do Ramal de Niterói [2]. Ela seria sucedida por volta de 1996 pela terceirizada “ACF General Castrioto”, principal artéria do bairro e próxima à Igreja Matriz de S. Sebastião e à antiga tecelagem. Hoje no local funciona a “AGF Barreto” que sucedeu aquela seguindo a regulamentação dos Correios.
[1] Quando o apito não tocou: experiência operária e identidade de classe em um bairro operário em declínio (Barreto – Niterói) dissertação de mestrado por Luciana Wollmann (2011)
[2] A segunda estação em território de Niteroi é Barreto e foi inaugurada em 1913. Um pouco adiante na linha está a estação “Entroncamento” (sem agencia) que é a inicial da Linha 58 – EF Maricá.
ICARAÍ (posição 11 no mapa)
No início do século XVI, o bairro fazia parte do território dos índios tupinambás. Com a derrota destes perante os portugueses e seus aliados temiminós em 1567, a região, sob o nome de Freguesia de São João de Carahy, foi doada ao chefe temiminó Arariboia em 1568, como parte da Sesmaria dos Índios (wikipedia).
A Freguesia de São João Baptista de Icarahy é de 1696 (AL).
ERJ 761 – Icaraí (1875 – )
Terceira agencia mais antiga do município, criada em 1875 e ainda ativa.
Franquias mecanicas
Carimbos de serviço
Agencias em Icaraí e Santa Rosa – Locais 11, 12, 13 e 15 no mapa
Santa Rosa originou-se da antiga Fazenda Santa Rosa, no século XVIII, e sua história funde-se com a de Icaraí. Da partilha da fazenda originaram-se várias chácaras para onde deslocaram-se famílias abastadas da cidade. Em fins do século XIX o Colégio Salesiano Santa Rosa instalou-se no bairro e o Centro Educacional de Niterói, fundado em 1960, no vizinho bairro de Pé Pequeno.
ERJ 762 – ACF Miguel de Frias (1992-1996)
ERJ 763 – ACF Shopping Icaraí (1996) sem imagens
ERJ 764 – AC Moreira Cesar (1981-2019)
ERJ 765 – AC Largo do Rosário (1927-1931) (local 13) sem imagens
ERJ 766 – ACF Paulo Bregaro (1996-2012) (local 12)
ERJ 767 – ACF Domingues de Sá (1996-2013)
ERJ 767A – AGF Jardim Icaraí (2013 – ) sem imagens
ERJ 768 – ACF Bazarte (1993-2013) (local 15)
ERJ 769 – Santa Rosa (1907-2018) (local 13)
O antigo Largo do Rosario foi engolido pelas obras viárias da região e ficava em frente ao atual Instituto Abel La Salle. Não possuo imagens. A agencia Santa Rosa, hoje fechada, ficava um pouco mais adiante na Dr. Paulo Cesar.
ERJ 769A – Centro Educacional de Niterói (1970-1972) (local 13)
Além de incompleto, tive muita dificuldade em localizar essa agencia que funcionou por poucos meses.
O Centro Educacional de Niterói – CEN, escola fundada em 1960 mantida pela Fundação Brasileira de Educação –FUBRAE – é um complexo educacional que desenvolve atividades nas áreas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio.
SÃO FRANCISCO (local 16 no mapa)
Seu nome vem da igreja consagrada a São Francisco Xavier. Referências à igreja e ao bairro podem ser encontradas já no século XVII. A Enseada de São Francisco, também conhecida como Saco de São Francisco (devido ao formato da enseada) era importante fonte de peixes tanto para os nativos indígenas como para os colonos portugueses.
ERJ 770 – Saco de São Francisco (1928-1963) sem imagens
ERJ 771 – São Francisco (1980- )
ERJ 772 – ACF Olho de Boi (1996-1999)
JURUJUBA (17 e 18 no mapa)
Jurujuba, praia em frente a São Francisco no Saco de mesmo nome, é predominantemente ocupada por antigos moradores de uma vila de pescadores, uma das mais tradicionais do estado. Aí se organiza em 29 de junho uma procissão marítima em louvor de seu padroeiro, São Pedro. Sua localização está a meio do caminho para o Complexo dos Fortes, antiga área de defesa da entrada da Baía de Guanabara contra invasores no Brasil Colônia, tendo como destaque a Fortaleza de Santa Cruz.
Não tenho imagens das agencias.
ERJ 773 – Fortaleza Santa Cruz (1898-1917)
ERJ 774 – Jurujuba (1884-1931)
ZONAS NORTE, PENDOTIBA e LESTE (locais 20, 21, 22, 23, 24, 25, 27 e 28)
Essa região está representada no mapa de macrorregiões administrativas apresentado acima. As agencias pioneiras tendem a estar próximas aos caminhos de comércio que as une, atualmente representados pela alameda São Boventura (RJ-104) e a estrada para Maricá (RJ-100) representadas em vermelho no mapa do alto da página, que replico aqui.
ERJ 776 – Engenhoca (1911-1931)
Tem o nome oriundo de antigos engenhos existentes na área. Até 1920 era formado por três grandes fazendas: Fazenda das Palmeiras, Fazenda da Madame e a Fazenda do Alemão. É dessa época sua agencia postal. Sem imagens
ERJ 777 – Fonseca (1907-2019)
No passado, o bairro possuía grandes fazendas cujos proprietários deram nome aos atuais bairros. “Seu” Fonseca era José da Fonseca e Vasconcelos, dono de uma das maiores fazendas de cana-de-açúcar da região, que tinha engenho e capela, esta ainda existente.
ERJ 778 – ACF Vitoria (1994-2012)
ERJ 778A – AGF Alameda (2013 – ativa)
ERJ 779 – Serrão (1911-1917) sem imagens
ERJ 780 – Cubango (1917-1931) sem imagens
O bairro só foi criado oficialmente no começo do século XX, e prolongava-se pelo vale de ligação com os bairros de Santa Rosa e do Fonseca. O tráfego de bondes, a partir de 1911, trouxe o loteamento que gerou rápida valorização local. A agencia é de 1911, próxima ao morro do Serrão do qual tomou o nome, mudado depois para Cubango.
ERJ 781 – Pendotiba (1907) sem imagens
A região Pendotiba foi definida pelo Plano Diretor de Niterói de 1992 como sendo constituída pelos seguintes bairros: Badu, Cantagalo, Ititioca, Largo da Batalha, Maceió, Maria Paula, Matapaca, Sapê e Vila Progresso. Este último foi originado de uma fazenda, pertencente a ingleses, que ali se estabeleceram ainda no século passado. Por volta de 1920, a fazenda foi desmembrada e o loteamento daí surgido recebeu o nome de Vila Progresso. O local me pareceu o mais adequado para localizar a antiga agencia pela data e por estar ligado ao mesmo sistema viário das demais agências listadas acima.
ERJ 782 – ACF Pendotiba (1996-2012)
ERJ 782A – AGF Largo da Batalha (2013 – ativa)
ERJ 782C – ACF Itaipu (1994-1996)
ERJ 783 – Baldeador (1890-1963)
Tinha uma extensão territorial muito maior pois nele estavam incluídas partes do atual município de São Gonçalo bem como os territórios dos atuais bairros do Caramujo e de Santa Bárbara. O bairro foi estabelecido pelos limites do Decreto Lei 4895 de 1886. Sem imagens
REGIÃO OCEÂNICA (locais 26 e 29)
É a maior das regiões de Niterói e a que possui menor numero de agencias, são somente três, das quais duas são agencias terceirizadas recentes sendo que uma delas, a AGF Região Oceânica, ainda está ativa.
A ocupação humana na região é antiquíssima, povos coletores que deixaram como vestígios de sua presença os sambaquis encontrados na região da Duna Grande de Itaipu. A povoação surgiu com a chegada dos portugueses no século XVI. Testemunhos dessa época são a Igreja de São Sebastião, concluída em 1716, e o Convento de Santa Tereza, inaugurado em 17 de junho de 1764 (imagem). Em 1755 foi criada a freguesia de São Sebastião de Itaipu.
A história do atual bairro de Itaipu se confunde com a da própria Região Oceânica. Em 1977, o Museu de Arqueologia de Itaipu foi inaugurado, utilizando-se das instalações abandonadas do Convento de Santa Tereza (texto e imagem da wikipedia).
Pelo Decreto Estadual 124 de 22/09/1890 é desmembrada de Niterói a Freguesia de São Sebastião de Itaipu e anexada ao novo município de São Gonçalo. Foi remembrada a Niterói pelo Decreto-lei Estadual 1.056 somente em 31/12/1943 (IBGE)
ERJ 785 – Itaipu (29/08/1889-1933)
Com os dados acima vemos que esta agencia tem uma história bem fora do comum. Criada em Niterói, um ano depois é transferida, junto com o distrito, para o recém-criado município de São Gonçalo, retornando em 1943, dez anos depois de ter sido fechada. Lamento não possuir exemplares.
ERJ 786 – Oceânica (2000-2012) sem imagens
ERJ 786A – AGF Região Oceânica (2013- )
Obs. A data do primeiro carimbo é algumas semanas anterior à data da criação que consta da etiqueta. Isso acontece frequentemente com as AGF porque o que a data do contrato estipula é o prazo limite para instalação da agencia.
ERJ 787 – Piratininga (1993-2012)
UNIDADES OPERACIONAIS
Preferi agrupá-las funcionalmente ao invés de colocá-las em seus respectivos locais. A relação completa está no quadro de agencias ao alto da pagina. Aqui registrarei somente as que possuem carimbos na coleção.
ERJ 788 – CDD Niteroi (1987 – )
ERJ 792 – CDD Icarai (2000 – )
ERJ 793 – CTCE Niteroi (1975-2012)
ERJ 795 – CDD Largo da Batalha (1996 – )
Com isto, encerro a descrição das 90 agencias do municipio de Niterói reapresentando o brasão da cidade.
Veja sua história na página Nictheroy que abre a apresentação desse municipio.
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