Linha 40 Linha do Litoral

Linha do Litoral é o nome utilizado para o conjunto de linhas e ferrovias onde trafegavam os trens da Leopoldina que ligavam Niteroi a Vitória (ES). No caso, as Linhas 41, 42, 43 e 51 no estado do RJ e a Linha 1 no estado do Espirito Santo entre Itabapoana e Vitoria. Um trajeto de aproximadamente 600 km.

Um pouco de história

  1. O primeiro trecho, Niterói a Visconde de Itaboraí (Linha 41 -“Ramal de Niterói”), foi construído entre 1871 e 1874 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense.
  2. De Venda das Pedras a Macaé (Linha 42 – “Ramal de Rio Bonito”) a construção ficou a cargo da EF Cantagalo e da Leopoldina Railway, sendo linha inaugurada dezembro de 1888.
  3. Entrementes, a Cia. EF Macaé e Campos (Linha 43) havia recebido autorização para o trecho até Campos em 1869, obra que entregou em junho de 1875 (ver o texto da Linha 43 neste trabalho)
  4. O trecho seguinte, Campos a Santo Eduardo (51 – Linha de Itabapoana), foi construído pela EF Carangola, chegou ao rio Itabapoana na divisa com o estado do Espirito Santo em 13/06/1879. Nesse ponto, a linha Rio-Vitoria chegava à divisa com o ES.
  5. A linha ficou aí estacionada até a entrada em cena da Leopoldina Railway em 1890 que construiu em 1894 a ponte sobre o rio Itabapoana e em 1895 estendeu a linha até Mimoso (Linha 1 capixaba). Novo tempo de espera em trâmites burocráticos tomaram mais sete anos até que em 1902 a linha avançou até Muqui, chegando a Cachoeiro do Itapemirim no ano seguinte.
  6.  Enquanto isso, do lado capixaba foi constituída em 1891 a empresa estatal EF Sul do Espirito Santo (EFSES) com o objetivo de ligar Vitoria a Cachoeiro de Itapemirim. Em 1895 foi inaugurada a estação de Viana e, após algumas delongas, chegou a Matilde onde foi inaugurada em 1902 a estação Engenheiro Reeve pouco antes de cruzar o rio Benevente.
  7. Faltava o trecho Matilde a Cachoeiro onde, como vimos no item anterior, chegou em 1903 a linha da Leopoldina.  As negociações entre as duas empresas emperraram a obra até que finalmente em 1907 a Leopoldina adquiriu a EFSES. O Decreto 6827 de 16.3.1908 autorizou a Leopoldina a construir o trecho Cachoeiro a Matilde – esta, uma nova estação que substituiu a anterior. A estação de Matilde foi inaugurada em 27 de junho de 1910 após a construção do pontilhão sobre o rio Benevente.

Com isso, inauguravam-se os trilhos que ligavam as duas capitais. A cerimônia contou com a presença do então Presidente da República, Nilo Peçanha.

A ligação ferroviária com o Rio

Em 1926 a Leopoldina concluiu a linha que ligaria o Rio de Janeiro à estação de Visconde de Itaboraí em Niteroi, permitindo o trânsito ferroviario até Vitória. Duas linhas compunham o traçado que circundava a baía de Guanabara, ambas construídas pelo Leopoldina Railway:

  • Linha do Norte Rio-Saracuruna em Magé – Linha 26 (1886-1888)
  • Ramal de Saracuruna – Rosário (futura Saracuruna) a Visconde de Itaboraí (1926)

Nessa data (1926) foi inaugurada também a estação Barão de Mauá da Leopoldina no centro do Rio e passaram a circular os trens Rio-Vitoria. Estes operaram por cerca de 70 anos, sendo desativados no início da década de 1980.

O futuro

A Ferrovia Vitória-Rio, oficialmente registrada como EF-118 e denominada Anel Ferroviário do Sudeste, é um projeto estratégico de ferrovia longitudinal brasileira planejado para ligar a Grande Vitória à Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Seu foco econômico é o transporte de cargas de mercado interno e exportação, conectando grandes complexos portuários como o Porto do Açu (RJ), o Porto Central (ES) aos portos tradicionais de Vitória e do Rio. O projeto foi estruturado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) com extensão de 575 km.

O texto anterior foi baseado em matéria Google/IA. Mais detalhes em https://ppi.gov.br/projetos/ef-118-ferrovia-rio-vitoria-trecho-de-nova-iguacu-rj-a-vila-velha-es/

Correio Ambulante

AMB 305.2 – Rio à Victoria (1932)

Um raro carimbo ambulante de 1932 que confirma o serviço nessa linha.

A linha Campos ao Rio percorria o trecho fluminense da Linha do Litoral.

AMB 306 – Amb.te Campos-Rio (1933) VOLTA

AMB 307.2 – Amb.te Campos-Rio (1932) IDA

São carimbos Tipo 6 da linha Campos ao Rio parte da linha do litoral (Linhas 41, 42 e 43). Seu desenho é similar aos que foram usados na linha do centro na mesma época, que estaão catalogados na Linha 1, “tipos Ida & Volta”, sendo este último no sentido Campos-Rio.

 


Estações Ferroviárias

As estações ferroviárias estão apresentadas em cada uma das linhas que a compõe (veja o mapa: linhas 41, 42, 43 e 51 mais as do ES até Vitória)


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