O Correio Central do Rio de Janeiro

O objetivo deste trabalho é apresentar a história postal do estado do Rio de Janeiro através das agencias postais existentes ao longo de sua história e das informações contidas em seus carimbos e marcas postais.

É claro que sempre me interessou a Agencia Central do Rio de Janeiro, a primeira agencia do país na então capital do Brasil, instalada com o nome original da via – Rua Direita, 52 com a realocação da diretoria por volta de 1866, como se lê nas páginas do Almanack Laemmert nas edições para os anos de 1867 e 1868 respectivamente

O Edificio dos Correios foi a primeiro a ser projetado especificamente para o serviço postal e aberto ao público a 8 de abril de 1878 na rua já renomeada Primeiro de Março.

Um funcionário do jornal Diario do Rio de Janeiro foi à inauguração e descreve as instalações.

Passados quase 150 anos lemos seu fim anunciado em matéria do jornal O Globo em 24 de julho passado.

“A alienação do referido imóvel faz parte da estratégia de revisão da carteira imobiliária e integra o plano de reestruturação dos Correios. A racionalização de ativos ociosos ou subutilizados contribui para a redução de despesas de manutenção e viabiliza o reinvestimento em modernização, além de apoiar o processo de reequilíbrio financeiro da estatal”, informou a empresa.

Procurei saber do seu destino.

No site dos Correios, leio o novo endereço da Agencia Central

cuja foto do Google Street revela a diferença:

Sobre o leilão, leio no site https://temporealrj.com/leilao-antiga-sede-correios-centro-rio/

“O leilão da antiga sede dos Correios, na Praça Quinze, no Centro do Rio, terminou sem receber propostas. O imóvel, um dos mais emblemáticos da história da estatal, foi colocado à venda pelo Governo Federal com lance mínimo de R$ 53,5 milhões, mas não atraiu interessados na primeira rodada.

Com o resultado, o edifício poderá voltar a ser ofertado novamente. O edital prevê que, caso seja realizada uma terceira tentativa de venda, o valor mínimo poderá ser reduzido para R$ 47,7 milhões.”

Aguardemos o que o futuro nos reserva.

Paulo Novaes, agosto de 2026

 

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