CORREIO CENTRAL

O CORREIO CENTRAL DO RIO DE JANEIRO

Este site estuda os carimbos que circularam no Estado do Rio de Janeiro e os classifica pelas agencias postais que os utilizaram. Por sua vez, a classificação das agências segue o local onde estavam situadas. O menu principal traduz a primeira grande classificação: agências do Estado do Rio, do Município do Rio, e ainda uma terceira classe: o Correio Central do Rio, que possui uma história e uma diversidade de carimbos que justifica seu estudo à parte.

Um pouco de história

Em 1798 a Coroa Portuguesa estatiza e centraliza os serviços postais, subordinando-os ao Ministério da Marinha e Ultramar e cria no Rio de Janeiro a Administração do Correio da Corte e da Província do Rio de Janeiro, instalada no Paço dos Vice-reis depois Paço Imperial com a chegada da família imperial em 1808. Em 1829 os serviços postais são transferidos para o edifício Praça do Comercio e onde já funcionava a Alfândega desde 1824.

Após a independência, a cidade do Rio de Janeiro passa a acumular as funções de capital do Estado do Rio (então Província) e do Brasil, com evidente assimetria com as demais províncias. Assim, o Município do Rio, por força do Ato Adicional de 12 de agosto de 1834, passa a constituir o Município Neutro, enquanto a capital da Província passa a ser a Vila Real da Praia Grande, renomeada Niterói no ano seguinte.

O Correio Central e agencias do município

Com operações centralizadas, até o inicio dos anos 1840 a Central foi a única agência do município (“A Côrte”), embora já existissem várias em cidades do interior.

As primeiras agencias  foram criadas nos extremos do município, em Paquetá (1841) e Santa Cruz (1842). Mais de 20 anos se passaram até que víssemos novas agencias e, mesmo assim, agencias ferroviárias criadas em estações da linha da E.F. D.Pedro II, sendo Cascadura a primeira agencia ferroviária brasileira (1862). Outras se seguiram: São Francisco Xavier (1864), Sapopemba (1865) e Engenho Novo (1865).

Também foram criadas novas agencias “rurais”, entre as quais várias em pontos de linha do correio como as de Matriz de Guaratiba (1869) e subúrbios como Penha e Irajá (1871). Também foram criadas outras 25 agencias na área urbana a partir de 1868. Poucas, no entanto, resistiram até o final do Império, já que em 1889 havia apenas 35 agencias no município, quase todas nos subúrbios ou nas estações ferroviárias. Veja o capítulo Correio Urbano para maiores detalhes.

Descrição dos principais menus do Correio Central

Agencia Central: histórico das operações centrais, de 1798 até os dias atuais. Os eventos mais marcantes estão destacados em submenus:

  • Correio Geral da Corte: seus carimbos usavam essa legenda (título dos Correios à época) a partir de 1843 com o advento do selo postal. Essa legenda foi utilizada até 1865, quando por decorrência de novo decreto passa a utilizar a legenda RIO DE JANEIRO.
  • Agência 1º de Março: seus carimbos utilizavam a legenda RIO DE JANEIRO entre 1865 e 1880, quando foi reorganizada em Secções;
  • Correio Urbano: rede de caixas e agências urbanas coordenadas pela central que funcionou de 1867 a 1889. Usam carimbos específicos, apresentados aqui.
  • Central do Rio de Janeiro: nova reestruturação unifica as antigas Secções em uma agencia a partir de 1962 e que funciona até os dias atuais
  • Franquias Mecânicas: operação centralizada por máquinas

 As Secções: divisões organizacionais do correio central introduzidas em 1865 e que utilizaram obliteradores próprios até o inicio dos anos 1960, quando se reorganizou na agencia Central. Existiram 9 “secções”.

Correio Ambulante, ou Ferroviário: embora subordinados a uma “Secção” especifica, constituem uma organização independente que é aqui descrita em detalhes;

Correio Aéreo: mesmas observações do correio ferroviário;

Estudos Diversos: temas especiais que, pela relevância ou curiosidade, merecem uma visão de conjunto, consolidando informações e dados que constam em diversos capítulos deste trabalho.

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