Linha 1 Introdução

LINHA 1 – LINHA DO CENTRO
COMPANHIA ESTRADA DE FERRO D. PEDRO II (1855-1889)
ESTRADA DE FERRO CENTRAL DO BRASIL (1889-)

 

CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO

A E.F. Dom Pedro II foi um projeto imperial de unificação do território nacional a partir do Rio de Janeiro. Sua primeira prioridade era o escoamento da produção de café do Vale do Paraíba, ligando os centros produtores ao porto do Rio de Janeiro. Os estatutos da Cia. Estrada de Ferro D. Pedro II foram aprovados pelo decreto 1599 de 9 de maio de 1855 e os trabalhos começaram em 1º de junho desse mesmo ano. Esta foi a terceira ferrovia do Brasil, após a E F Mauá e a E F Pernambuco, esta inaugurada um mês antes. Com a república, a ferrovia passou a denominar-se E.F.Central do Brasil pelo aviso 143 de 22 de novembro de 1889.

MAPA COM O PLANO GERAL DAS LINHAS E RAMAIS DA LINHA DO CENTRO
FER 2. Linha do Centro e Interior

Se o nome da E F ficou bem definido, o mesmo não se pode dizer da estação inicial. A praça escolhida era conhecida como Campo de Santanna desde 1753, quando aí foi construída a igreja N. S. de Sant’Anna. Esta foi demolida em 1854 para a construção do edifício da estação. Nessa época o local já se chamava Campo da Aclamação, nome que recebeu em 12 de outubro de 1822 por ocasião da festa de aclamação de D. Pedro I como Imperador do Brasil. A praça concentrava importantes órgãos do governo, entre os quais o Quartel General. Por essa razão, o movimento militar que implantou a República em 15 de novembro de 1889 teve lugar também na praça que passou oficialmente a se denominar Praça da República.

Voltando ao nome da estação, uma pesquisa na imprensa da época mostra que a estação durante a fase de projeto era referida por Estação do Campo (da Aclamação). Já as publicações iniciais da E F D. Pedro II em 1858 referiam-se a ela como Estação Côrte [1]. Em 1859 encontram-se algumas referencias à Estação Central, principalmente em notas oficiais.

O primeiro trecho inaugurado saía da Estação Côrte Campo ou Côrte passando por Venda Grande (atual Engenho Novo), Cascadura, Maxambomba (atual Nova Iguaçu) e Queimados, chegando a Belém (atual Japeri) em 1858. Nesta última foi criada a primeira agencia ferroviária do país em 1859. No mapa abaixo, visão geral dos traçados das principais ferrovias dentro do distrito federal.

FER 4. Ferrovias do DF (1907)

A partir de Belém, a linha tronco iniciava a subida da Serra do Mar, passando por Paulo de Frontin e Mendes, chegando a Barra do Piraí em 1864. Acompanhando o curso do Paraíba, a linha seguia para Minas Gerais, passando por Vassouras, Valença e Paraíba do Sul, chegando a Três Rios em 1867. Daí tomava rumo norte e entrava em território mineiro, chegando a Juiz de Fora em 1875, Barbacena em 1880, Queluz (hoje Conselheiro Lafaiete) em 1883 e Itabira do Campo (hoje Itabirito) em 1887.

Conhecida por Linha do Centro, constituía a espinha dorsal do projeto de integração nacional imaginado pelo governo. De longe a linha mais utilizada de toda a malha ferroviária, ela possuía uma boa organização de correio ambulante (que veremos mais adiante) e também um grande numero de importantes agências postais instaladas em suas estações.

 

 

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CAPÍTULO II – O CORREIO AMBULANTE

 

CAPÍTULO III – AS AGENCIAS FERROVIARIAS

São cerca de 60 agências nessa linha, entre elas as capitais de 11 dos atuais municípios do Estado. Também estão incluídas três agências em território mineiro, que por algum tempo responderam administrativamente à DR-RJ.

Alguns entroncamentos importantes merecem ser destacados:
a)      Barra do Piraí: sem dúvida o mais importante entroncamento ferroviário do estado, incluindo ramais de ligação com os Estados de SP e MG.
b)      Três Rios, onde se entroncam a Linha Auxiliar e o ramal de Porto Novo, entre outros.
c)       Deodoro, onde se entronca ramal de Mangaratiba e a ligação com a EF Rio do Ouro. Junto a ela ficava a estação “Officinas”, onde estava instalado o principal centro de manutenção ferroviário.

 

IMAGENS DE CARIMBOS DA LINHA 1

A numeração das imagens segue a linha a que pertence

AG FER LINHA 1

Os ramais da Linha do Centro


Linha 2 – Ramal da Marítima ( nº 2 no mapa abaixo)

FER 4a - Linhas 2 e 3O Ramal da Marítima, como seu nome já anuncia, tinha como objetivo permitir que as cargas provenientes do interior do estado tivessem fácil acesso às instalações do Porto do Rio. O ramal e os primeiros armazéns foram entregues em 1879. Um projeto ambicioso, com construções clássicas, hoje infelizmente abandonadas. Uma agência postal funcionou aí por um breve período durante o Império.

FER maritima2 FER maritima1


Linha 3 – Ramal de São Diogo

O Ramal de São Diogo (nº 3 no mapa acima) foi construído para dar acesso às oficinas de manutenção das máquinas da ferrovia. Sua instalação original, em 1859, é contemporânea à construção da EFDP II e só mais tarde dividiria sua função com a Estação Oficinas em Deodoro, construída nos início dos anos 1870. Sobre a existência de uma agência postal, a informação disponível é bastante vaga, havendo uma única citação em 1889.

FER São Diogo


Linha 4 – Ramal Circular de Madureira

FER 5. Ramal Circular de Madureira

O Ramal Circular de Madureira foi construído em 1897 como decorrência do crescimento do tráfego de trens de subúrbio. O ramal permitia que as composições fizessem o retorno ao centro sem a necessidade de girar locomotivas e vagões. Nesse ramal foi criada a agência de Dona Clara em 1911. Ambos foram fechados no final dos anos 1930.


Linha 5 – Ramal de Mangaratiba

FER 10. Litoral SulO primeiro trecho até Santa Cruz foi inaugurado em 1879 com 3 estações: Realengo, Campo Grande e Santa Cruz. Seu objetivo era a ligação com o Matadouro, além do transporte de passageiros. O segundo trecho até Itaguaí foi aberto em 1910 e o terceiro, até Mangaratiba, em 1914. Todas essas localidades já possuíam agências postais antes da abertura da linha.


Linha 6 – Ramal dos Macacos (Ramal de Paracambi)

FER 2A Linha 6Uma curiosidade, o ramal de Macacos foi construído em 1865, antes da continuação da linha tronco na direção do Vale do Paraíba. Acredita-se que isso se deveu a fortes pressões de influentes investidores da região de Paracambi. De fato existiam grandes projetos em geração de energia elétrica e na indústria têxtil.

 

CARIMBOS DA LINHA 6
AG FER LINHA 6

Linha 7 – E.F. União Valenciana

Sua origem está ligada à decisão de Valença de construir um ramal para sua ligação com a Linha do Centro em Desengano, o que foi concluído em 1871. Posteriormente a linha foi estendida até a divisa com Minas em Rio Preto (1880) e até Santa Rita de Jacutinga, trecho conhecido como Ramal de Jacutinga (1918).

CARIMBOS DA LINHA 7
AG FER LINHA 7

Linha 8 – E.F. Rio das Flores

Originalmente, a linha saía da estação de Comercio na Linha do Centro e, passando por Marambaia, chegou a Taboas em 1882 e a Santa Teresa (Rio das Flores), Porto das Flores e Três Ilhas em 1883. Sucessivas mudanças de controle acionário acabaram resultando por volta de 1910 na desativação do trecho original Comercio -Taboas; uma nova linha começava em Valença e, chegando em Taboas, utilizava todo o antigo leito até Três Ilhas. Seguindo o Rio Preto, a linha foi estendida até o entroncamento com a Linha do Centro em Afonso Arinos, nome pelo qual passou a ser conhecido todo o ramal. O município de Rio das Flores foi emancipado em 3 de março de 1890.

CARIMBOS DA LINHA 8 
AG FER LINHA 8

Linha 9 – Ramal de Porto Novo

FER 2B Linha 9Três Rios era um entroncamento ferroviário importante.  Além da linha tronco que seguia para Minas Gerais, de lá saía também o Ramal de Porto Novo, que continuava o curso do Paraíba e passava por Sapucaia, chegando em 1871 a Porto Novo no município de Além Paraíba, MG. O ramal se justificava pela localização estratégica de Porto Novo, tradicional ponto de travessia do rio Paraíba, ligando a Zona da Mata mineira ao Rio de Janeiro; a expansão do cultivo de café na região deve ter também influenciado na decisão.

CARIMBOS DA LINHA 9
AG FER LINHA 9

Linha 10 – E.F. Leopoldina

Incluir a Leopoldina no capítulo “ramais da EFCB” pode parecer um contrassenso, mas o fato é que sua origem é o ramal ligando Porto Novo do Cunha a Leopoldina, na Zona da Mata mineira (daí o seu nome). Suas diversas linhas – como a de Caratinga (vide Linha 32) que partia de Três Rios – se comunicavam com a rede ferroviária do norte fluminense.


Linha 11 – Ramal da Cachoeira (Ramal de São Paulo)

Barra do Piraí se tornaria o mais importante entroncamento ferroviário do Estado do Rio. Além de ser estação da Linha do Centro na rota de Minas Gerais, daí partia em direção oposta, também acompanhando o curso do Paraíba, o Ramal da Cachoeira, passando por Volta Redonda, Barra Mansa e Resende, chegando a Queluz, em território paulista, em 1874 e a Cachoeira (hoje Cachoeira Paulista) em 1875. A origem dessa cidade é o povoado de Santo Antônio do Porto da Cachoeira, elevado à Freguesia logo após a chegada da ferrovia. Além de porto fluvial, Cachoeira estava na rota comercial de Minas Gerais a caminho do porto de Paraty.

IMAGENS DE CARIMBOS DA LINHA 11
AG FER LINHA 11

Linha 17 – A Estrada de Ferro S.Paulo-Rio

Nessa mesma época, empresários paulistas construíam a EF São Paulo-Rio, também referida como Linha do Norte ou EF do Norte.  Saindo da estação do Brás em S. Paulo, seguiu pelo Vale do Paraíba chegando a Cachoeira em 1877 onde se interligou, com festas, à EFDPII. Devido à diferença de bitolas, no entanto, a carga precisava passar por um custoso transbordo nessa estação. Essa situação somente seria resolvida em 1908, com a incorporação de EF do Norte à EFCB.

MAPA DO RAMAL SÃO PAULO E SEUS ENTRONCAMENTOS

FER 3. Ramal de S.Paulo

Linha 12 – E.F. Piraiense

Linha 13 – E.F. Santa Isabel do Rio Preto

A E.F. Santa Isabel, partindo de Barra do Piraí em 1881 em direção norte, chegou à essa cidade em 1893. Daí entra em Minas Gerais onde encontra o Ramal de Jacutinga em Santa Rita. Uma segunda linha construída pela E.F. Piraiense parte em 1881 de Barra do Piraí na direção sul, passa por Piraí e termina em Passa Três no município de Rio Claro (1883). Em 1899 a Viação Férrea Sapucaí adquire ambas as ferrovias, unindo-as à E.F. Sapucaí e construindo o trecho até Baependi em 1910. Essa linha passou a ser conhecida como Linha da Barra (de Barra do Piraí).


Linha 14 – Ramal do Bananal

Bananal, vila paulista com acesso pelo Vale do Paraíba, era o centro de uma região produtora de café.  O movimento para a construção de uma EF começou em 1871, mas a construção somente se iniciou  em 1882, saindo o ramal da estação de Saudade na EFCB e chegando a Bananal no início de 1889.

Linha 15 – E.F. Resende- Bocaina (ou Resende-Areias)

Trata-se de uma linha construída por motivos políticos e inaugurada em 1890 com a estação terminal em São José do Barreiro, jamais chegou a Areias, seu objetivo original. Foi desativada já em 1928. Do ponto de vista postal, noto que uma de suas agências ferroviárias, a de Formoso – em território paulista – foi administrativamente subordinada à DR-RJ até ca.1900.

Linha 16 – E.F. Oeste de Minas

O projeto da EFOM era ligar o sul de Goiás ao porto de Angra dos Reis. No Estado do Rio, o principal trecho era a ligação Barra Mansa a Angra dos Reis. Iniciada em 1895, a linha chegou a Rio Claro em 1897 mas a Angra somente em 1928. Na direção norte, a linha passou por Glicério, Quatis e Falcão até 1897, atingindo Passa-Vinte, em MG, em 1903. Posteriormente foi incorporada pela R.M.V.

Linha 17 EF S. Paulo-Rio (já foi abordada acima na sequencia da linha 11)

 


A LINHA AUXILIAR E SEUS RAMAIS


Linha 18 – A E.F. Melhoramentos ou Linha Auxiliar

Com o objetivo de duplicar a capacidade da Linha do Centro, seguindo um trajeto aproximadamente paralelo, foi criada em 1890 a E.F. Melhoramentos. Partindo da estação Mangueira em 1892 chegou a Honório Gurgel em 1895, a Paraíba do Sul em 1898, passando por Vassouras, Miguel Pereira e Pati do Alferes.

CARIMBOS DA LINHA 18
AG FER LINHA 18

Linha 19 – Ramal Circular da Pavuna

Na divisa do Distrito Federal e Nova Iguaçu (hoje São João do Meriti) um ramal da linha Auxiliar saía à direita após a estação Costa Barros em direção à Rio d’Ouro reentroncando mais à frente na linha de retorno da Auxiliar. O objetivo era permitir o retorno das composições de subúrbio do DF (a figura 3 é cópia da mesma criada para o artigo de historia postal Pavuna e Merity.

FIGURA 3 – Mapa atual da Pavuna com ilustrações do autor (base Wikimapia 2019)

 


Linha 20 – Ramal de Vassouras

A cidade de Vassouras ficava distante do Rio Paraíba, por onde passava a Linha do Centro na estação Barão de Vassouras. Sua ligação com esta era feita por uma linha de bondes. Com a construção da Auxiliar, um ramal que saía logo depois da estação Governador Portela permitiu a ligação com Vassouras, cuja nova estação foi inaugurada em 30 de maio de 1914. O ramal se entroncava com a Linha do Centro na primitiva estação. A estação de Vassouras está bem preservada e é uma das mais bonitas do país.

 FER Vassouras

 


PARTE II – A BAIXADA FLUMINENSE E A REGIÃO SERRANA


 MAPA DAS PRINCIPAIS LINHAS DA REGIÃO CENTRAL DO ESTADOFER 2. Linha do Centro e Interior


LINHA 21 – E.F. Rio do Ouro

FER 2C Linha 21A linha nasceu no bojo do projeto de aumento do fornecimento de água para a Capital Federal, de modo a garantir o acesso à região e facilitar a construção do complexo de represas. A linha tronco ligava a Ponta do Caju à Represa do Rio do Ouro e foi inaugurada no início de 1883. Com a ampliação do projeto para novos mananciais ramais foram sendo construídos como os do Tinguá e do Xerem (vide a seguir). Com a transferência em 1922 da estação inicial para a nova estação de Francisco Sá, próxima ao centro da cidade, o movimento de passageiros aumentou consideravelmente, contribuindo para o povoamento das regiões da Baixada servidas pela linha. Hoje, seu traçado é a base da linha 2 do Metrô carioca.


LINHA 22 – Detalhe da variante da E.F. Rio do Ouro e redondezas

Uma região que chama a atenção pelo numero de linhas ferroviárias que a cruzam. A Estrada de Ferro Rio do Ouro está indicada em vermelho.

Dois traçados existiram entre as antigas estações de Liberdade (Del Castilho) e Engenho do Mato. A variante, que passa pela estação de Inhaúma, foi construída mais tarde retificando o traçado. Utilizei como base um mapa atual da Wikimapia pois os traçados originais das redes ferroviárias ainda hoje são utilizados ou podem ser identificados. As estações assinaladas são as que possuíram agencias postais que constam da planilha da linha. Clique no mapa para ver detalhes.

E F Rio do Ouro e sua variante sobre mapa Wikimapia atual. Edição por P. Novaes

 


LINHA 23 – Ramal de Jaceruba

Embora atualmente conhecido por esse nome, é na verdade o trecho final da linha tronco original (veja Linha 21).


LINHA 24 – Ramal de Tingua

O Ramal de Tinguá tem como especial interesse postal a estação construída na antiga vila de Iguassu em 1886.

Iguassú foi a primeira sede do município, um importante porto à margem do rio de FER 8D Iguassumesmo nome (note a importância a ela ainda atribuída no mapa de 1892). Dela partia a Estrada do Comércio ligação com Minas e via de escoamento da produção de café do Vale do Paraíba. Em 1833 é criado o município e Iguassú é elevada a Vila. Data dessa época a pioneira agência postal da região.

A devastação das matas nativas, no entanto, não tardou a trazer consequências Ruinas de Iguassu Velhosobre o meio ambiente, com o assoreamento dos rios e surtos de diversas epidemias. A imagem ao lado da Wikipedia revela que pouco sobrou da antiga capital do municipio. Outro impacto importante foi a construção da Linha do Centro, que trouxe forte concorrência aos caminhos terrestres tradicionais (veja ainda indicada no mapa a Freguesia de Palmeiras que ficava localizada na antiga estrada do Comercio). A cidade entrou em decadência e a sede do município foi transferida para Maxambomba em 1891.


LINHA 25 – Ramal de Xerem

O interesse postal me leva a falar sobre Xerém, cuja estação foi inaugurada em 1911.

Xerem: Durante o Estado Novo, a política de industrialização do governo resultou FER 8E - Xerem e FNMno projeto da Fabrica Nacional de Motores, a F.N.M., inaugurada em Xerém em 1942. No entanto, quando ficou pronta, em 1946, a guerra havia acabado, assim como o governo Getúlio. Somente em 1949 ela encontraria um novo rumo, quando um acordo firmado com a italiana Isotta Fraschini e, posteriormente, com a Alfa Romeo, permitiu a fabricação de caminhões pesados, os famosos Fenemês. Comprada pela Fiat, a FNM foi fechada no fim dos anos 70. A agência postal-ferroviária de Xerem é de 1915 e a agência FNM funcionou de 1944 a 1978. As antigas instalações são hoje ocupadas pela fábrica Marcopolo de carrocerias de ônibus.

 FER FNM1Isotta  FER FNM2Alfa

 

MAPA DAS LINHAS NO ENTORNO DA BAÍA DE GUANABARA
FER 8. Linhas da Baia de Guanabara

LINHA 26 – Cia. E.F. do Norte – Linha Tronco

O primeiro trecho, de São Francisco Xavier a Entroncamento (linha rosa), foi aberto ao tráfego em 3 de abril de 1888. Um mês depois, a Companhia foi absorvida pela The Leopoldina Railway.

FER 8A Porto da EstrelaPorto da Estrela: do  ponto de vista postal e histórico o mais interessante nesse trecho é a estação de Estrela (depois Joaquim Távora, atual Imbariê), localizada próxima aos vestígios da cidade que aí existiu. Situada no atual território de Duque de Caxias era um importante entreposto comercial e porto às margens do rio Inhomirim. Ponto de passagem na rota Rio-Vila Rica (MG) ele foi inaugurado em 1825 pelo Barão de Mauá. O detalhe ao lado é de um mapa de 1892 – a distancia da foz do antigo Rio da estrela onde se localizava o porto nos permite avaliar quão navegáveis eram os rios da Baixada na época. Em 1846, foi emancipado como município Vila da Estrela. Sua agência postal foi criada em seguida, em 5 de março de 1846 (cf. Nova Monteiro). A posterior inauguração da EF Mauá em Guia do Pacobaíba foi a causa da decadência do porto e o município acabou extinto por decreto em 1892. A agência postal foi fechada em 28 de janeiro de 1897. As ruínas da capela e dos armazéns estão em local assinalado no Wikimapia, e também podem ser vistos em vídeo do Youtube:
http://wikimapia.org/#lat=-22.6809652&lon=-43.2149577&z=16&l=9&m=b&v=8
https://www.youtube.com/watch?v=KB1e4JoxNdU

 IMAGENS DE CARIMBOS DA LINHA 26
AG FER LINHA 26

Linha 27 – Linha de Saracuruna

A linha de Saracuruna foi construída somente em 1926, muito mais tarde do que suas vizinhas. O motivo é o grande desafio de engenharia representado pela região pantanosa entre Duque de Caxias e Itaboraí, onde se localizavam Porto das Caixas e Visconde de Itaboraí, os entroncamentos de onde partiam as linhas do litoral e interior do Estado. Dessa forma, abriu-se a possibilidade de ligação sem baldeação entre a capital da Republica e a região norte, inclusive o Espirito Santo (e também Teresópolis, naturalmente).

Santo Antônio de Sá: falamos de uma região inóspita, mas no entanto ela nem sempre foi assim. Isso nos remete a uma interessante curiosidade dessa região, a Freguesia de Santo Antônio de Casseribu, estabelecida em 1612. Elevada à vila em 1679 com o nome de Santo Antônio de Sá, tornou-se o primeiro e o mais importante município da região. Em suas terras estavam, por exemplo, as FER 8B S. Antonio de Safreguesias de Guapimirim e de São João de Itaboraí. Constituiu o núcleo original do que viria a ser o município de Cachoeiras do Macacu.

A partir dos anos 1830, uma série de endemias provocou um progressivo esvaziamento da população. Em 1868, a sede do município foi transferida para Santana de Macacu, nome que o município adotaria. A essa altura, Magé e Itaboraí já tinham sido formados  e desmembrados do município original. Em 1923, a sede muda novamente, agora para Cachoeiras do Macacu.

A ilustração é um detalhe de um mapa de 1892 e dá idéia de sua localização e sua importância relativa – embora já numa época distante de seu auge. Do núcleo original não resta nada, com exceção das belas ruínas do Convento de São Boaventura, que podem ser vistas próximas à COPERJ, o novo polo petroquímico:

FER Santo Antonio de Sa

http://wikimapia.org/#lang=pt&lat=-22.656131&lon=-42.890802&z=18&m=b&show=/4392198/pt/Convento-São-Boaventura


Linha 28 – E.F. Príncipe do Grão-Pará

FER 8C EFGPA EF do Grão-Pará foi construída em parte sobre o leito da pioneira EF Mauá, que na verdade nunca chegou a subir a serra até Petrópolis. Parte do projeto da EF do Norte, a linha chegou até São Jose do Vale do Rio Preto com a construção do ramal descrito na Linha 30.

 

 

 

 


Linha 29 – Ramal de Guia de Pacobaíba

Na verdade, é o trecho inicial da E F Mauá que não foi utilizado pela Grão Pará. Guia de Pacobaíba é a antiga Mauá, local onde se construiu a primeira estação ferroviária do Brasil (1854). No entanto, por estar localizada em uma região rural não urbanizada, não foi a sede da mais antiga agência postal ferroviária. Esta distinção coube à agência de Cascadura (1858) na Linha do Centro (ver Linha 1). As ilustrações mostram um detalhe do mapa de 1892 e uma imagem recente, com uma réplica da locomotiva “Baroneza”.

Cais do Porto de Mauá (site www.estacoesferroviarias.com.br)

Cais do Porto de Mauá (site www.estacoesferroviarias.com.br)



Linha 30 – Ramal de São José do Rio Preto

A linha Areal a São José do Rio Preto constitui na verdade o trecho final da EF Grão-Pará, mas é também conhecida por Ramal de São José do Rio Preto; por essa razão, decidi incluí-lo.

Linha 31 – Ramal de Areal a Três Rios (ou Entre-Rios)

Este sim, um ramal de fato, um prolongamento da EF do Norte até o entroncamento de Três Rios, o que constava em seu projeto original.


Linha 32 – Linha de Caratinga

Sendo um dos maiores entroncamentos do Estado do Rio, por Três Rios passa também uma das linhas tronco da Leopoldina que vem pela EF Grão Pará (Ramal de Areal a Tres Rios) e segue pelo Ramal de Caratinga. Este corre em território mineiro, mas seu trecho inicial saindo de Três Rios está no Estado do Rio, onde possui algumas estações, embora nenhuma agência postal.


Linha 33 – E.F. Teresópolis

O primeiro governador do Estado do Rio no período republicano, o Sr. Francisco Portella, tinha como sonho a transferência da capital do Estado para essa região. Para tanto, ao assumir o governo em 1890 criou o município de Teresópolis – em terras desmembradas de Magé – e assinou um decreto que previa a mudança da capital.Os planos para a ferrovia iniciaram-se nesse mesmo ano, mas uma série de dificuldades técnicas e econômicas atrasou o início da obra para 1895. Saindo do porto de Piedade, chegou a Guapimirim em 1901. Novos contratempos financeiros provocaram vários anos de atraso, mas a linha chegou à Barreira do Soberbo em 1904 e ao Alto Teresópolis em 1908. Somente nos anos 20 ela chegaria à parte baixa da cidade. A estrada de ferro foi desativada em 1957 e a capital nunca se transferiu para Teresópolis. Curiosamente, foi Petrópolis a escolhida para sediar a capital entre 1894 e 1902, embora por outras razões.

Dessa forma, esta linha constitui um caso singular: não se entroncava com nenhuma outra, nem penetrava pelo interior. Seu acesso era por mar e assim ficou até a conclusão da Linha de Saracuruna (Linha 27).

IMAGENS DE CARIMBOS DA LINHA 33
AG FER LINHA 33

 


PARTE III – MARCHA PARA O INTERIOR


 MAPA DAS PRINCIPAIS LINHAS DA REGIÃO CENTRAL DO ESTADO
FER 2. Linha do Centro e Interior

Linha 35 – E.F. Cantagalo

Primeira iniciativa séria de integrar o interior do Estado, a EF Cantagalo partia do Porto das Caixas em Itaboraí. Este era na época o principal entreposto de mercadorias – daí o nome caixas – entre a capital e o interior. O primeiro trecho chegou em 1860 a Cachoeiras (atual Cachoeiras do Macacu). Retomadas as obras em 1868, os trilhos chegaram a Nova Friburgo em 1873, fechando a linha em Macuco em 1876, passando por Bom Jardim, Duas Barras e Cordeiro, de onde saía o Ramal de Portela (ver Linha 36).

CARIMBOS DA LINHA 35
AG FER LINHA 35

Linha 36 – Ramal de Portela ou Ramal de Cantagalo

Saindo de Cordeiro, chegou a Cantagalo ainda em 1876 e prosseguiu por Euclidelândia e Laranjais chegando a São José de Leonissa (atual Itaocara), às margens do Paraíba, em 1882. O último trecho, que acompanhava o rio, chegaria finalmente em 1890 à estação da Portela. Em frente, na outra margem do rio, existia a estação de Três Irmãos da EF Santo Antônio de Pádua, inaugurada mais ou menos na mesma época (vide Linha 54). O projeto de uma ponte, interligando as duas linhas, nunca saiu do papel. A ponte hoje existente é rodoviária.

CARIMBOS DA LINHA 36
AG FER LINHA 36

Linha 37 – O Ramal de Sumidouro

O projeto original previa uma ligação de Porto Novo – na EFCB – a Sumidouro. Modificado, passou a sair de Melo Barreto, um pouco adiante na linha; cruzando o Paraíba, chegou até Bela Joana quando a Leopoldina assumiu a linha e a estendeu a Sumidouro e adiante até entroncá-la em 1889 com a Linha do Cantagalo em Conselheiro Paulino, um pouco adiante de Friburgo. Por algum tempo, esse trecho fez parte de uma das linhas-tronco da Leopoldina, ligando o Rio a Manhuaçu (ver linha 57).

CARIMBOS DA LINHA 37
AG FER LINHA 37

Linha 38 – O Ramal de Macuco

O trecho final da linha tronco da EF Cantagalo, depois de Cordeiro, é também conhecido por esse nome. Fica o registro.

 


PARTE IV – AS LINHAS DO NORTE FLUMINENSE


 MAPA DAS LINHAS E RAMAIS DO NORTE FLUMINENSEFER 9. Norte Fluminense

Linha 40 – A Linha do Litoral

A ligação entre Niterói e Vitória foi construída por diversas linhas, em diferentes épocas, que só seriam unificadas por volta de 1910 pela Leopoldina, tornando-se uma das linhas-tronco dessa Companhia. Com o tempo, passou a ser conhecida por Linha do Litoral. Os quatro trechos até o ES, no estado do Rio, estão descritos a seguir com as Linhas 41, 42, 43 e 51. Mais tarde, com a conclusão da Linha de Saracuruna (Linha 27) a Leopoldina inaugurou a ligação direta Rio de Janeiro a Vitória, saindo da nova estação de Barão de Mauá.


Linha 41O Ramal Niterói-Porto das Caixas

A logística fluvial do Porto das Caixas não permitia melhor ligação com o porto do Rio de Janeiro. Por outro lado, a ligação ferroviária com Duque de Caxias teria que atravessar uma região pantanosa que exigia um complexo trabalho de engenharia que só seria viabilizado quase 50 anos mais tarde. Dessa forma, a ligação ferroviária com Niterói seria uma boa solução paliativa.


Linha 42 – O Ramal de Rio Bonito

Saía de Visconde de Itaboraí, passava pelo Porto das Caixas, por Itaboraí e Tanguá chegando a Rio Bonito em 1880. Daí atravessava os atuais municípios de Silva Jardim, Casimiro de Abreu e Rio das Ostras, atingindo Macaé em 1888. Uma estação emblemática do impacto trazido pela ferrovia é Indaiassu, localidade do interior do então município de Barra de São João.

Este, independente desde 1846, tinha sua sede na cidade homônima à beira-mar, na foz do mesmo rio, e já possuía agência postal desde 1835. A estação Indaiassu foi construída em 1886, e uma agência postal foi lá instalada em 09/08/1888. O impacto político foi grande e em 1901 a sede do município foi transferida para essa localidade, sendo o município também assim renomeado. Em 1904, as duas decisões foram revertidas, mas em 1925 a sede volta definitivamente a Indaiassu e o distrito adota o nome de Casimiro de Abreu, assim como a estação e a agência (e depois também o município, em 1938).

CARIMBOS DA LINHA 42
AG FER LINHA 42

Linha 43 – A E.F. Macaé e Campos

O Porto de Imbetiba, localizado em Macaé, foi um dos mais importantes do Brasil em meados do século XIX, servido como escoadouro da produção agrícola de toda a região desde Campos. Autorizada em 1869, a construção da Estrada de Ferro Macaé-Campos se iniciou justamente em Imbetiba e, passando por Carapebus e Quissamã, chegou a Campos em 1875. Hoje o porto de Imbetiba é operado pela Petrobras, constituindo um dos principais apoios logísticos da operação da Bacia de Campos.

CARIMBOS DA LINHA 43
AG FER LINHA 43

Linha 44 – Ramal de Glicério

Também conhecida por Linha Central de Macaé, não são claros os objetivos da sua construção. Entretanto, pode-se supor que haveria a intenção de no futuro entroncá-la com a Linha de Cantagalo mais ao norte, desse modo estabelecendo uma ligação com Minas Gerais.

CARIMBOS DA LINHA 44
AG FER LINHA 44

Linha 45 – Ramal de Imbetiba

Na verdade o termo ramal é inadequado, uma vez que a ferrovia Macaé a Campos foi projetada com início no Porto de Imbetiba, o que faz todo sentido para o projeto. Ver Linha 43.


Linha 46 – Ramal de Santa Maria Madalena

Também conhecido por Estrada de Ferro Barão de Araruama, o ramal saía de Conde de Araruama em Quissamã e atravessava os munícipios de Conceição de Macabu e Trajano de Morais, chegando a Santa Maria Madalena em 1890.


Linha 47 – Ramal de Manoel de Morais

Consta que havia planos para entroncá-lo com a Linha de Cantagalo, o que, analisando o mapa, parecia bastante razoável.

São Francisco de Paula: a história dessa vila é emblemática da influência do ciclo FER 9A S. Fr. Paulado café e das ferrovias no destino das cidades. O mapa em destaque é de 1892 e dá a idéia da importância da cidade na época. São Francisco de Paula foi elevada a Freguesia em 1846, distrito de Cantagalo, transferido em 1861 para Sta. Maria Madalena. Já sob os efeitos da crise, em 1891 foi elevado à Vila e emancipado. A pá de cal foi a inauguração da estação Trajano de Morais em 1892, em torno da qual se formou um núcleo de progresso. Em 1915 a sede do município foi transferida para a estação e em 1938 o município foi assim renomeado. Abaixo, imagem da Igreja Matriz da cidade, uma das poucas construções que restaram.

 FER São Francisco de Paula


Linha 48 – Ramal de Campista
Linha 49 – Ramal de Santo Amaro de Campos
Linha 50 – Ramal de Barão de São José

Os três ramais integraram o sul do município à malha ferroviária de Campos.


Linha 51 – A Linha de Itabapoana

Continuação da Macaé-Campos, saía de Campos rumo ao norte, passando por Murundu e Vila Nova, chegando a Santo Eduardo (Itabapoana), na divisa com o Espirito Santo, em 1879. Em 1903, a linha seria estendida até a cidade de Cachoeiro de Itapemirim, completando assim a ligação com Niterói. Veja matéria abaixo.

ITABAPOANA E SANTO EDUARDO – uma confusão de nomes entre duas localidades vizinhas do Rio de Janeiro e do Espirito Santo separadas pelo rio Itabapoana.

As cidades gêmeas Santo Eduardo, separadas pelo rio Itabapoana é uma curiosa história que está contada no menu História Postal. Link direto.

CARIMBOS LINHA 51
AG FER LINHA 51

Linha 52 – Linha de Campos a Miracema

Composta por duas linhas construídas em épocas e por companhias diferentes (linhas 53 e 54 a seguir), elas se entroncavam em São Fidelis. Ambas passaram para o controle da Leopoldina Railway em 1890.


Linha 53 – E.F. Campos a São Fidelis

Saindo de Campos, ela percorria 52km pela margem direita do Paraíba até São Fidelis, onde chegou em 1891. Uma grande ponte sobre o rio permitiu seu entroncamento com a EF Santo Antonio de Padua na estação de Lucca.

CARIMBOS DA LINHA 53
AG FER LINHA 53

Linha 54 – E.F. Santo Antônio de Pádua

Esta tinha origem na estação de Lucca e passava por Cambuci, Aperibé e  Santo Antonio de Pádua, chegando a Paraoquena, na divisa com Minas. Daí saía o trecho final para Miracema e um ramal fazia a ligação com a linha de Manhuaçu.

CARIMBOS DA LINHA 54
AG FER LINHA 54

Linha 55 – Linha de Carangola

Saía de Campos, em Murundu, e passava por Cardoso Moreira para depois seguir o vale do rio Muriaé, cruzando Italva e chegando a Itaperuna em 1886.  Daí, a linha-tronco seguia para Natividade e Porciúncula e o Ramal do Poço Fundo seguia pelo município de Itaperuna entroncando-se com a Linha de Manhuaçu em Patrocínio de Muriaé no território mineiro.

CARIMBOS DA LINHA 55
AG FER LINHA 55

Linha 56 – Ramal do Poço Fundo

O ramal saía de Poço Fundo logo depois de Itaperuna na linha de Carangola e seguia para oeste pelo mesmo município até se entroncar com a Linha de Manhuaçu em Patrocínio do Muriaé, MG.


Linha 57 – Linha de Manhuaçu

A linha de Manhuaçu tinha origem em Recreio (MG) e seguia paralelamente ao estado do Rio, cruzando-o por um pequeno trecho ao norte no município de Porciúncula onde se entronca com a Linha de Carangola (Linha 55), continuando até Manhuaçu.

CARIMBOS DA LINHA 57
AG FER LINHA 57

Linha 58 – E.F. Maricá

Seguindo um percurso mais próximo ao litoral, saía de Neves, em São Gonçalo, chegando a Maricá em 1894, em Araruama em 1913 e em Cabo Frio em 1937. Logo se transformaria na alegria dos veranistas que procuravam as belas praias do litoral norte. A ferrovia foi desativada no início dos anos 1960.

CARIMBOS DA LINHA 58
AG FER LINHA 58

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12 pensou em “Linha 1 Introdução

  1. Simplesmente fantástico. Parabéns pela reconstituição histórica e filatélica. Abraço.
    Victor

  2. OLá Paulo

    Muito, muito bom. Olhei rapidamente e certamente irei me debruçar sobre sua sistematização. Parabéns seu site fica cada vez mais sensacional!

    Um abraço

    Victor

  3. Magnifica pesquisa e grande contribuição!
    Obrigado, em nome de todos os Filatelistas!
    Abraço,
    Klerman

  4. Meu caro amigo,

    Você é mesmo “fora de série”. Tenho absoluta certeza de que, os grandes mestres da carimbologia, tais como: Nova Monteiro, Koester, Ponge, e muitos outros, estão batendo palmas nesse momento, estejam onde estiverem.
    Seu esforço e abnegação são dignos de louvor.
    Meus sinceros parabéns!

    Marlino

  5. Primeiramente, parabéns pelo seu excelente trabalho. Quando você descreve sobre a linha que vai para São Paulo, menciona o ramal de Cachoeira. Por um acaso você tem algum carimbo ferroviário de Cachoeira (ou de Santo Antonio da Cachoeira ou com outro nome mas deste mesmo local)?
    Para nós é muito importante ter também os carimbos de nossa cidade.
    Obrigado por sua atenção.

  6. Mauricio,
    Obrigado pelos seus comentarios.
    Os carimbos que possuo são os da linha de Cachoeira, que estão no site.
    No entanto, não possuo carimbos da cidade Cachoeira, pois só coleciono o Estado do Rio de Janeiro.
    Abraços,
    Paulo

  7. Olá Paulo
    Há muito tempo não te escrevo, porém venho acompanhando a evolução do seu estudo. Parabéns. Estou iniciando a montagem de uma coleção de correio ambulante e tenho dificuldades para decifrar algumas siglas dos carimbos ambulantes. Umas me parecem óbvias, como N – noturno, ou SU – subúrbio. Outras não, por exemplo: P.N – RIO 2ª T VOLTA (seria Porto Novo?). Você poderia me orientar ou indicar uma bibliografia? Obrigado.
    Um abraço, Márcio hamilton

  8. Bom dia! Sou português, residente em Portugal e estou a fazer uma pesquisa histórica, para a qual seria importante conhecer a exacta localização de um ponto de entrega postal em 1894.
    O endereço que consta numa velha carta é o seguinte:
    “Pelo Correio do Rio de Janeiro
    São João da Barra
    Agência Santo Amaro”.
    Agradeço desde já o seu eventual interesse e ajuda.
    Os melhores cumprimentos,
    António Pedro Sottomayor

  9. Prezado António Pedro,
    A agencia Santo Amaro está registrada no site sob o numero ERJ 1214. Ela foi criada em 8 de março de 1893 e funcionou até ca.1969. Fica às margens do rio Itabapoana, divisa dos estados do Rio de Janeiro e Espirito Santo.O local hoje está no municipio de São Francisco do Itabapoana que, por sua vez, pertencia ao municipio de São João da Barra – do qual foi emancipado em 1995.O local exato pode ser visto no site, na localização 16 do mapa neste endereço:  http://agenciaspostais.com.br/?page_id=373
    P.S. caso o endereço que mencionas esteja em sobrecarta selada, me interessaria ter uma imagem.

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